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5 livros para quem gosta de histórias que não deixam ninguém dormir descansado

  • Foto do escritor: CarlaRibeiro
    CarlaRibeiro
  • há 5 horas
  • 3 min de leitura

Há livros que nos prendem. E depois há aqueles que nos fazem desconfiar de toda a gente, olhar duas vezes para uma porta fechada e continuar a pensar no enredo muito depois de os pousarmos.


Cpas de livros de mistério

Para quem gosta de mistério, suspense, thriller psicológico e histórias capazes de prender até à última página, reunimos cinco sugestões que percorrem caminhos bem diferentes: de um desaparecimento sem corpo a uma competição onde só existe uma regra: sobreviver.



Anatomia de um Crime, de Cara Hunter


Anatomia de um Crime

Quando um caso encerrado volta a abrir feridas

O desaparecimento de Daisy Mason, de apenas oito anos, tornou-se um dos casos mais mediáticos de Oxford. A mãe acabou condenada pelo homicídio, mas uma questão permaneceu sem resposta: onde está o corpo da criança?

Anos depois, novas provas forenses obrigam a polícia a regressar ao caso. Para o inspetor-chefe Adam Fawley, que esteve envolvido na investigação original, a descoberta significa colocar em causa tudo aquilo que parecia definitivamente esclarecido.

Cara Hunter volta assim a mergulhar no universo de Adam Fawley, numa investigação onde as certezas começam a desfazer-se e a verdade parece ter mais camadas do que inicialmente se imaginava.

Um detalhe especial: a autora estará na Feira do Livro de Lisboa, a 13 de junho, para apresentar o livro.



Caos, de Christopher Bollen


Caos

Num hotel de luxo no Egito, ninguém parece ser exatamente aquilo que diz ser

Entre as margens do Nilo e a atmosfera decadente de um hotel de luxo, Christopher Bollen constrói um thriller psicológico onde manipulação, paranoia e segredos se cruzam.

Maggie, uma americana de 81 anos, instala-se no Royal Karnak Palace carregando um segredo: tem o hábito de interferir na vida dos outros. A chegada de novos hóspedes, entre eles o jovem Otto, promete alterar completamente o equilíbrio daquele universo.

Um suspense de ambiente cinematográfico, perfeito para quem gosta de personagens imprevisíveis e daquela sensação deliciosa de que alguma coisa está prestes a correr muito mal.



A Mulher da Suíte 11, de Ruth Ware


A Mulher da Suíte 11

Um hotel de luxo. Uma mulher em perigo. E uma jornalista que não sabe em quem confiar.

Lo Blacklock regressa numa nova aventura que a leva até um luxuoso hotel nas margens do lago Genebra. A jornalista vê ali a oportunidade perfeita para relançar a carreira, mas tudo muda quando recebe um telefonema durante a noite e encontra uma mulher que afirma precisar de fugir.

A partir daí, a tensão instala-se. Passos, rostos familiares, coincidências demasiado perfeitas e uma pergunta que acompanha o leitor: Lo está realmente a ser perseguida ou está a ser manipulada?

Um thriller para levar na mala de férias — desde que não se tenha medo de desconfiar de todos os hóspedes do hotel.



A Longa Caminhada, de Stephen King


A Longa Caminhada

Cem rapazes. Uma regra. Só um pode chegar ao fim.

Publicado originalmente em 1979 sob o pseudónimo Richard Bachman, A Longa Caminhada chega agora pela primeira vez a Portugal.

A premissa é tão simples quanto brutal: cem adolescentes participam numa competição em que têm de caminhar continuamente a um ritmo mínimo. Quem abranda recebe um aviso. Três avisos significam eliminação.

Não é apenas um thriller distópico. É também uma reflexão sobre autoritarismo, guerra, conformismo e sobrevivência, escrita por Stephen King quando ainda era estudante universitário.

Uma obra que antecipou algumas das narrativas distópicas que hoje fazem parte da cultura popular e que continua particularmente inquietante décadas depois.



Morte em Veneza, de Thomas Mann


Morte em Veneza

Quando a beleza se transforma em obsessão

Nem todo o suspense precisa de perseguições ou cadáveres. Em Morte em Veneza, Thomas Mann constrói uma história de tensão psicológica e fascínio que continua a provocar desconforto mais de um século depois.

Gustav von Aschenbach viaja para Veneza em busca de uma pausa para a sua angústia criativa. No Lido, conhece Tadzio, cuja beleza o fascina progressivamente, transformando a viagem numa espiral de obsessão.

Publicado originalmente em 1912, o clássico de Thomas Mann regressa agora com uma nova edição da Bertrand Editora, traduzida por Sara Seruya e com uma capa inspirada na obra Venice, The Mouth of the Grand Canal, de J. M. W. Turner.

Uma leitura mais clássica, mas nem por isso menos perturbadora.



Cinco livros, cinco formas de perder o sono

Há quem prefira descobrir um crime, quem goste de desconfiar de todos os personagens e quem prefira mergulhar numa história onde o verdadeiro perigo está na mente humana.

Seja qual for a preferência, estas cinco propostas têm uma coisa em comum: não são livros para ler distraidamente.


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