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A Estreia do Auto da Índia

João Paulo Oliveira e Costa tem um novo romance. Com a pacata vila de Almada de 1509 como pano de fundo e a estreia do Auto da Índia como inspiração, o historiador português traz para a ficção o período áureo dos descobrimentos portugueses, apresentando um romance histórico que combina o rigor técnico de historiador com o seu talento de ficcionista.



«Em 1509, Gil Vicente produziu e apresentou, em Almada, o Auto da Índia para a rainha D. Leonor, irmã de D. Manuel I, viúva de D. João II e neta do rei D. Duarte. Esta peça teatral constitui o primeiro texto literário sobre o processo da Expansão Portuguesa. (…) Sendo o primeiro texto sobre um processo que já era entendido e apresentado no país e no estrangeiro como uma epopeia gloriosa, não versa, contudo, sobre os feitos dos portugueses. (…) O Auto da Índia não tem como protagonista um dos homens que partiu, mas antes uma mulher que ficou e que não se acomodou, e toda a história se passa em Lisboa. Nada sabemos sobre as razões que motivaram Gil Vicente a fazer esta escolha, assim como nada sabemos sobre a produção do auto. Temos apenas o texto que foi representado perante D. Leonor, que era protetora do autor, e a informação de que foi representado em Almada. É este o legado da História. Segue-se o romance!»


A Estreia do Auto da Índia chega às livrarias nacionais a 8 de abril, com a chancela Temas e Debates.

Na primavera de 1509, Gil Vicente e a sua trupe de atores preparam-se para estrear o Auto da Índia, em Almada, para a rainha velha, D. Leonor. Um antigo degredado regressa da Índia e encontra a sua mulher casada com outro. Amores, desamores, casos de pirataria, espiões e quatro assassinatos misteriosos perturbam a pacatez da vila. Uma nau da Índia chega a Cascais e o enredo teatral torna-se realidade.


Como no auto de Gil Vicente, são as mulheres as protagonistas desta história. As mulheres que ficaram em terra enquanto os seus maridos procuravam a riqueza e a fama nos mares da Índia. As mulheres que mantiveram os negócios dos homens enquanto estes partiam à aventura. As mulheres que sofriam em silêncio as saudades pelos seus maridos, sem saber se estes estavam vivos ou mortos, mas que acreditavam que era por um futuro melhor. Este romance é, por isso mesmo, uma belíssima história de mulheres indómitas, enquanto as naus da Índia mudavam o mundo.


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