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Bem-estar no trabalho: Ideias para uma rentrée mais feliz

  • Foto do escritor: CarlaRibeiro
    CarlaRibeiro
  • há 17 horas
  • 5 min de leitura

A rentrée não precisa de chegar acompanhada por 237 e-mails, reuniões que podiam ter sido mensagens e uma vontade súbita de voltar para a praia. Entre pequenos gestos no escritório e bons programas depois do trabalho, setembro também pode ser o mês de regressar de mãos à obra, mas com um sorriso.


Voltar ao trabalho
Voltar ao trabalho sem deixar a felicidade de férias: o que faz a sua empresa para o manter feliz?

Setembro tem um talento especial para nos recordar que tudo recomeça. Regressam os despertadores, o trânsito, as agendas cheias e aquela palavra ligeiramente assustadora: produtividade.


Depois de dias sem saber exatamente que dia da semana era, voltamos a ter reuniões às 9h00, prazos “para ontem” e uma caixa de e-mail que parece ter passado as férias a reproduzir-se.


Mas será mesmo necessário transformar o regresso ao trabalho numa espécie de prova de resistência emocional?


A rentrée pode — e deve — ser encarada como uma oportunidade para voltar a reunir as equipas, recuperar rotinas e criar um ambiente mais positivo. Afinal, colaboradores felizes não são apenas pessoas que sorriem na fotografia de grupo da empresa: sentem-se valorizados, trabalham com maior motivação e têm mais vontade de contribuir.

E não, não é preciso instalar uma piscina de bolas no escritório nem contratar um massagista residente. Embora, sejamos honestos, ninguém recusaria.


O regresso também merece boas-vindas

Quando alguém regressa de férias, a primeira frase que ouve não deveria ser: “Ainda bem que chegaste, temos imensa coisa atrasada.”

Uma pequena ação de boas-vindas pode mudar completamente o tom do regresso. Um pequeno-almoço de equipa, um almoço descontraído, fruta fresca, café melhor do que o habitual ou até um simples cartão com uma mensagem simpática ajudam a mostrar que, por trás das folhas de Excel, continuam a existir pessoas.

Também pode ser uma excelente altura para reunir a equipa — não apenas para distribuir tarefas, mas para perguntar como está, ouvir ideias e perceber o que poderia melhorar.

Uma sugestão revolucionária: fazer uma reunião em que todos saem mais bem-dispostos do que entraram.


Menos “é urgente”, mais organização

Nem tudo pode ser urgente. Quando tudo recebe prioridade máxima, a única coisa verdadeiramente urgente passa a ser encontrar uma saída de emergência.

Depois das férias, convém permitir uma adaptação gradual. Organizar prioridades, evitar uma avalanche de reuniões nos primeiros dias e respeitar os horários ajuda a reduzir a ansiedade e a recuperar o ritmo sem transformar setembro numa maratona emocional.

A flexibilidade também pode fazer diferença. Sempre que as funções o permitam, horários ajustados, trabalho híbrido ou pequenas pausas ao longo do dia contribuem para um equilíbrio mais saudável entre a vida profissional e pessoal.


O bem-estar não cabe numa cesta de fruta

A fruta é ótima. O problema é quando aparece como resposta oficial para tudo.

O bem-estar emocional e psicológico constrói-se com respeito, escuta, reconhecimento, segurança e condições de trabalho adequadas. Uma empresa pode promover sessões sobre saúde mental, disponibilizar apoio psicológico, incentivar pausas, criar momentos de convívio e formar as chefias para reconhecer sinais de exaustão.

Mas há algo ainda mais importante: criar um ambiente onde ninguém tenha medo de dizer que está cansado, sobrecarregado ou a precisar de ajuda.

Não basta organizar uma aula de ioga ao almoço se, logo depois, existem 46 tarefas para concluir antes das 18h00.


Cinco ideias simples para uma rentrée mais feliz

As empresas não precisam de um orçamento milionário para receber bem quem regressa. Podem começar por ações tão simples como:

  • organizar um pequeno-almoço de boas-vindas;

  • oferecer uma tarde sem reuniões na primeira semana;

  • criar uma caixa de sugestões anónimas sobre o ambiente de trabalho;

  • celebrar pequenas conquistas e reconhecer o esforço das equipas;

  • promover uma atividade fora do escritório, escolhida pelos próprios colaboradores;

  • incentivar pausas reais, sem mensagens de trabalho pelo meio;

  • oferecer acesso a apoio psicológico ou a iniciativas de promoção da saúde mental.

E talvez fazer a pergunta mais importante de todas: o que podemos mudar para que se sinta melhor a trabalhar aqui?

Depois, claro, é preciso ouvir a resposta.



E depois do trabalho? A rentrée continua lá fora

O equilíbrio não se constrói apenas entre as paredes do escritório. Também passa por recuperar o prazer dos finais de tarde, encontrar os amigos, descobrir novos sabores e reservar espaço na agenda para a cultura.


Para tornar setembro um pouco mais leve, reunimos três sugestões que provam que a rentrée não tem de ser feita exclusivamente de obrigações.

BM Sunset Sessions: Sair do trabalho e entrar diretamente em modo italiano



Se a transição entre as férias e o escritório está a ser demasiado brusca, há uma solução com focaccia, cocktails, música e pôr do sol.

A Focacceria BM, em Belém, recebe duas novas edições das BM Sunset Sessions, nos dias 11 e 25 de setembro, entre as 18h30 e as 21h30. A música fica a cargo de Vaadhoo (Pakitos), com DJ sets pensados para acompanhar aqueles finais de tarde em que ainda ninguém está emocionalmente preparado para se despedir do verão.

À mesa, setembro traz também a nova Especial Mortadela de Trufa, que se junta às focaccias artesanais, tábuas italianas, saladas frescas e cocktails da casa.

É o tipo de reunião depois do trabalho que ninguém tenta cancelar.


Focacceria BM Rua D. Lourenço de Almeida, 3A, Belém, Lisboa



The Lince Braga: despedir-se do verão com vista para a Falperra



Em Braga, a rentrée também se faz devagar, de preferência com música ao vivo, cocktails e a serra como cenário.

O The Lince Braga apresenta uma nova carta no Wine Bar e recebe, no dia 18 de setembro, a partir das 19h00, o evento Sunset – Goodbye Summer, junto à piscina e aos jardins do hotel.

A noite combina DJ, a atuação do saxofonista João Lucas, cocktails, vinhos, canapés, grelhados e sobremesas. O dress code é casual chic e o bilhete custa 70 euros por pessoa.

Antes ou depois do evento, há ainda uma nova carta para descobrir no Wine Bar. Entre as propostas encontram-se a burrata com tomate e manjericão, os croquetes de rabo de boi, o risotto de cogumelos silvestres e um muito tentador Romeu & Julieta, preparado com tarte basca, gelado, gel de goiabada, crumble amanteigado e flor de sal.

Porque regressar à rotina custa menos quando há sobremesa.



“Uma Casa, Com Certeza”: rir, pensar e espreitar a vida a dois


Uma Casa, Com Certeza

Para quem prefere começar a nova temporada com teatro, o Teatro da Trindade INATEL estreia, no dia 10 de setembro, Uma Casa, Com Certeza, de Constança Bourgard, com encenação de Miguel Fragata.

Vencedora da 8.ª edição do Prémio Miguel Rovisco – Novos Textos Teatrais, a peça transforma a Sala Estúdio num apetecível T3 com vista para o Tejo, acabado de comprar por um jovem casal interpretado por Ana Valentim e André Leitão.

Só que comprar uma casa é, aparentemente, a parte simples.

Entre a crise da habitação, as expectativas sociais, os papéis atribuídos a cada elemento do casal e o desafio de construir uma vida em conjunto, o espetáculo explora, com humor, as fragilidades das relações contemporâneas — e talvez algumas conversas que muitos casais preferiam deixar fechadas dentro de uma caixa de mudanças.

Uma Casa, Com Certeza estará em cena de 10 de setembro a 25 de outubro, de quarta-feira a domingo, às 19h00. No dia 11 de outubro, haverá uma conversa com o público após o espetáculo.




Regressar, sim... Mas regressar melhor

A rentrée não precisa de significar o fim de tudo o que nos fez bem durante as férias. Pode ser precisamente o momento de transportar para o quotidiano algumas dessas sensações: tempo para respirar, conviver, rir, comer bem, ouvir música e fazer coisas que nos devolvem energia.


Cabe às empresas criar ambientes mais humanos, mas também cabe a cada um de nós reservar espaço para aquilo que nos faz feliz.


Por isso, deixamos o desafio: o que faz a sua empresa para o manter feliz?

E, já agora, o que faz por si quando termina o horário de trabalho?



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