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Nem todos os cães sabem nadar...

Foto do escritor: begoodmust
begoodmust
3 de ago.
2 min de leitura

Nesta altura do ano, praias, rios e piscinas tornam-se destinos frequentes para muitas famílias e os seus animais de companhia. Embora um mergulho seja uma excelente forma de refrescar o cão nos dias de maior calor, a verdade é que nem todos os cães sabem nadar nem se sentem confortáveis na água.


Nem todos os cães sabem nadar...

Ao contrário da crença popular, a capacidade de nadar não é inata em todos os cães. A raça, a idade, a condição física e até experiências anteriores influenciam a forma como cada animal reage à água. "É um mito pensar que todos os cães sabem nadar. Alguns sentem-se naturalmente à vontade na água, enquanto outros podem entrar rapidamente em pânico ou cansar-se com facilidade", explica Elena Díaz, médica veterinária da Kivet, clínicas veterinárias da Kiwoko.


Para que os momentos junto à água sejam seguros e agradáveis, a especialista recomenda alguns cuidados essenciais.


Respeite o ritmo do animal

O primeiro contacto com a água deve ser feito de forma gradual, sem forçar o cão a entrar. Dar-lhe tempo para explorar o ambiente ao seu próprio ritmo ajuda a criar uma experiência positiva e reduz o stress.


Tenha em conta as características do cão

Nem todas as raças têm a mesma facilidade para nadar. Cães braquicefálicos, como o Bulldog Francês ou o Pug, podem sentir maior dificuldade em respirar durante o esforço físico. Também os cães com patas curtas, corpo mais pesado, excesso de peso, idade avançada ou limitações físicas se cansam com maior facilidade. Nestes casos, um colete salva-vidas específico para cães pode fazer toda a diferença.


Nunca o deixe sozinho

Mesmo os cães mais experientes devem ser sempre vigiados quando estão junto à água. O cansaço pode surgir rapidamente e alguns animais têm dificuldade em encontrar uma saída, sobretudo em piscinas com bordas elevadas ou acessos pouco adaptados.


Escolha locais seguros

Antes de deixar o cão entrar na água, verifique se existem correntes fortes, ondas, zonas profundas ou obstáculos. Em praias e rios, evite águas paradas ou com sinais de poluição. Nas piscinas, certifique-se de que o animal consegue entrar e sair facilmente.


Cuide da pele e do pelo

Depois do banho, passe sempre o cão por água doce para remover o sal ou o cloro. Seque-o bem, especialmente na zona das orelhas, para evitar problemas associados à humidade, sobretudo em animais com orelhas pendentes.


Evite que beba água do mar ou da piscina

Durante as brincadeiras é comum os cães ingerirem alguma água. A água salgada pode provocar problemas gastrointestinais e favorecer a desidratação, enquanto a água da piscina, devido ao cloro, também pode causar desconforto digestivo. Tenha sempre água fresca disponível.


Esteja atento aos sinais de cansaço

Respiração ofegante, dificuldade em manter-se à tona, movimentos descoordenados ou tentativas constantes de sair da água são sinais de que o cão precisa de descansar.

A água pode ser uma excelente aliada nos dias mais quentes, desde que cada animal seja respeitado nas suas capacidades e limitações. Com supervisão, prevenção e alguns cuidados simples, é possível garantir um verão seguro e divertido para toda a família, incluindo os companheiros de quatro patas.


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