O calor não afeta só as pessoas: Saiba como proteger os alimentos e os animais
- begoodmust
- há 17 horas
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As temperaturas elevadas fazem cada vez mais parte dos verões em Portugal e os seus efeitos vão muito além do desconforto. O calor extremo pode acelerar a deterioração dos alimentos, aumentando o desperdÃcio alimentar, e transformar superfÃcies como o alcatrão ou o cimento num risco para as patas dos cães. Com algumas medidas simples de prevenção, é possÃvel proteger a saúde, evitar perdas desnecessárias e atravessar os dias mais quentes com maior segurança.
Vaga de calor agrava desperdÃcio alimentar em Portugal
Temperaturas elevadas aceleram a deterioração dos alimentos e aumentam as perdas nas casas e no retalho

A vaga de calor que se faz sentir em Portugal não representa apenas um risco para a saúde. As temperaturas extremas estão também a acelerar a deterioração dos alimentos, agravando o desperdÃcio alimentar e o impacto económico para famÃlias e empresas.
De acordo com o PrincÃpio CientÃfico Q10, um aumento de apenas 10 °C na temperatura ambiente pode duplicar ou até triplicar a velocidade de deterioração dos alimentos frescos. Este fenómeno torna-se particularmente preocupante num paÃs onde, segundo o Eurostat, cada português desperdiça, em média, 184 kg de alimentos por ano, colocando Portugal entre os paÃses da União Europeia com maior desperdÃcio alimentar.
Os meses de verão agravam ainda mais este cenário. Dados da Too Good To Go revelam que 28% dos portugueses admitem desperdiçar mais alimentos durante esta época, sendo a fruta a categoria mais afetada (48%), seguida dos legumes e dos produtos lácteos.
"As temperaturas extremas exigem uma maior atenção aos hábitos de conservação dos alimentos. Num contexto de aumento do custo de vida, desperdiçar comida significa perder dinheiro e recursos. Pequenos gestos na cozinha podem fazer uma grande diferença", afirma Maria Tolentino, Country Manager da Too Good To Go em Portugal.
Para ajudar os consumidores a reduzir o desperdÃcio durante o verão, a Too Good To Go recomenda algumas medidas simples, como verificar o estado dos alimentos através da observação, do cheiro e do sabor antes de os deitar fora (quando apresentam a indicação 'Consumir de preferência antes de'), manter o frigorÃfico entre os 0 °C e os 4 °C, separar frutas que libertam etileno, como bananas e maçãs, utilizar rolhas de cortiça na fruteira para absorver a humidade, congelar fruta muito madura, reaproveitar legumes e fruta em receitas frescas e privilegiar recipientes ventilados para conservar produtos frescos.
O impacto das altas temperaturas faz-se sentir também no retalho alimentar, onde supermercados, padarias, restaurantes e mercearias enfrentam maiores perdas de produtos frescos. Neste contexto, a Too Good To Go, através da sua plataforma de combate ao desperdÃcio alimentar, conta já com mais de 2,7 milhões de utilizadores e 5.500 parceiros em Portugal, tendo contribuÃdo para salvar mais de 7,7 milhões de Surprise Bags, evitando o desperdÃcio de mais de 7.700 toneladas de alimentos em perfeitas condições de consumo.
O chão quente pode queimar as patas do seu cão? Kiwoko explica como protegê-las
Temperaturas elevadas aumentam o risco de queimaduras em superfÃcies como alcatrão, cimento e areia.

Com a chegada das temperaturas elevadas, os passeios com os cães exigem alguns cuidados adicionais. SuperfÃcies como alcatrão, cimento ou areia podem aquecer muito acima da temperatura do ar e provocar queimaduras nas almofadas plantares, comprometendo o conforto e a mobilidade dos animais.
"O risco não depende apenas da temperatura ambiente. Em dias de muito calor, o pavimento pode atingir temperaturas capazes de provocar lesões nas patas em poucos minutos", explica Elena DÃaz, médica veterinária da Kivet, rede de clÃnicas veterinárias da Kiwoko. "Com pequenas alterações na rotina, é possÃvel reduzir significativamente este risco e garantir passeios mais seguros."
Para proteger os cães durante os meses mais quentes, a Kiwoko recomenda algumas medidas simples:
Evitar os passeios nas horas de maior calor, privilegiando o inÃcio da manhã ou o final da tarde.
Verificar a temperatura do pavimento antes de sair, colocando a mão no chão durante alguns segundos. Se estiver demasiado quente para si, também estará para o seu cão.
Optar por percursos com sombra, relva ou terra, evitando superfÃcies expostas ao sol.
Recorrer a botas ou protetores plantares, quando não for possÃvel evitar o contacto com pavimento quente.
Inspecionar as patas após o passeio e aplicar bálsamos hidratantes especÃficos para manter as almofadas plantares protegidas.
Estar atento a sinais de queimadura, como vermelhidão, bolhas, dificuldade em caminhar ou lambedura persistente das patas. Perante qualquer suspeita, deve procurar assistência médico-veterinária.
Com algumas medidas preventivas, é possÃvel continuar a desfrutar dos passeios de verão em segurança, protegendo a saúde e o bem-estar dos cães mesmo nos dias de maior calor.