top of page
  • Foto do escritorbegoodmust

Exposição de Camélias do Parque da Pena tem entrada livre

Nos próximos dias 25 e 26 de fevereiro, a Parques de Sintra celebra a beleza das camélias, verdadeiro ex-libris do inverno sintrense, que, ao longo dos tempos, tem inspirado bailes e festas. Numa época do ano em que as cameleiras em flor ornamentam os jardins e quintas de Sintra, a Exposição de Camélias do Parque da Pena, que decorre na Estufa do Jardim das Camélias, oferece ao grande público a possibilidade de apreciar a riqueza e a diversidade deste património botânico. Para tal, a Parques de Sintra convida quintas e jardins a expor as mais belas camélias das suas coleções.


O evento é de entrada livre, mediante a aquisição de bilhete para o Parque da Pena, onde, para além da Exposição de Camélias, os visitantes podem descobrir, não só, a notável coleção iniciada por D. Fernando II, no século XIX, como também uma nova coleção inédita que se inaugura este ano e que inclui 10 híbridos de Camellia azalea, de origem chinesa.

No dia 25 de fevereiro, a exposição abre às 11h00 e encerra às 19h00. A sessão de abertura e a entrega de prémios aos melhores exemplares de camélias a concurso está agendada para as 15h00. Segue-se um “Chá no Parque” e uma visita guiada à coleção de camélias do Parque da Pena, distinguido, em 2014, pela International Camellia Society como Jardim de Camélias de Excelência. Estas atividades são abertas à participação de todos os presentes e não requerem inscrição prévia.

Durante o dia 26 de fevereiro, será possível visitar a exposição entre as 9h00 as 19h00.


A coleção de camélias do Parque da Pena

Oriundas da China e do Japão, as camélias foram introduzidas no Parque da Pena na década de 1840 por D. Fernando II, que recorreu aos mais prestigiados viveiristas europeus. Plantado pelo jardineiro francês Bonnard, o Jardim das Camélias inclui, para além das cultivares internacionais em voga no século XIX, muitas cultivares portuguesas, das quais se destaca a coleção de 18 cultivares de Camellia japonica, desenvolvida pelo viveirista Marques Loureiro, do Porto, em homenagem à casa constitucional de Bragança. Esta coleção foi galardoada em 1865, com o prémio da medalha de primeira classe na Exposição Internacional que decorreu no Palácio de Cristal, no Porto.

Ciente da importância da extensa coleção de camélias do Parque da Pena, a Parques de Sintra tem levado a cabo, desde 2009, o seu estudo, classificação e recuperação. O inventário permitiu identificar e catalogar 3 858 exemplares concentrados principalmente em quatro locais: o Jardim das Camélias, o Jardim Rainha D. Amélia, o Jardim da Condessa d’Edla e o Alto do Chá.


Este ano, a Parques de Sintra acrescenta uma nova coleção inédita composta por 10 híbridos de Camellia azalea, que vem enriquecer a coleção original do Parque da Pena. De origem chinesa, esta espécie é nativa de uma área remota localizada na região montanhosa da província de Guangdong e foi descoberta apenas em 1985. Segundo a lista vermelha da IUCN (International Union for Conservation of Nature) está em Perigo Crítico de Extinção. Destaca-se das restantes espécies de camélia por apresentar um período de floração mais prolongado, de maio a fevereiro, com flores de cor vermelha e rosa vibrante, singelas, com pétalas ligeiramente fendidas na extremidade, e organizadas de forma semelhante às das azáleas.

Atualmente, a coleção de camélias do Parque da Pena inclui 386 cultivares pertencentes a 37 espécies diferentes e 27 híbridos.

Comments


bottom of page