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Uma doçura requintada

Atualizado: 20 de Dez de 2020

Já está no mercado a ‘Colheita Tardia’ da Lavradores de Feitoria, do o ano 2016. Este ‘Três Bagos’ é um vinho branco, de doçura requintada e muito peculiar na produção. Uma complexidade que dita que sejam em número limitado os anos de colheita e as garrafas produzidas. Custa €14,50.


À semelhança dos seus congéneres e inspirado nos afamados Sauternes, o ‘Três Bagos Colheita Tardia 2016’ é feito da casta Sémillon – ou Boal do Douro –, sendo os cachos colhidos não no habitual tempo de vindima, mas propositadamente mais tarde, apenas e quando as uvas estão botrytizadas. Aparentemente ‘estragadas’, as uvas estão precisamente no ponto ideal quando atingidas pela chamada podridão nobre, conferida pelo Botrytis Cinérea, um fungo que cobre a película da uva e permite que haja concentração de açúcares e sabores, num excelente equilíbrio entre a doçura e acidez. Uma fermentação cuidada e a baixas temperaturas, seguida do estágio em barricas de carvalho francês durante um ano, conferem uma boa untuosidade e complexidade a este que é um delicioso néctar d’ouro.

O perfil idealizado para o ‘Três Bagos Colheita Tardia’ dita que seja um vinho de cor palha dourada viva e brilhante, tenha um aroma bastante exuberante, com notas cítricas, nuances de figo, mel e algum alperce, e um paladar muito agradável, fresco e cheio. Um vinho de sobremesa, mas que harmoniza na perfeição com entradas com presença de foie-gras. Deve ser consumido, idealmente, a 11.ºC.

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