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De volta às rotinas: Cuidados essenciais a ter com os seus amigos de quatro patas

Foto do escritor: begoodmust
begoodmust
há 1 dia
4 min de leitura

O regresso às rotinas também exige atenção aos animais de companhia. Da adaptação dos cães à creche ao período em que ficam sozinhos em casa, passando pelos vómitos frequentes nos gatos, há sinais e cuidados que não devem ser ignorados.



Regresso dos cães à creche



Para muitos cães, o regresso à creche significa retomar a convivência com outros animais, brincar e passar parte do dia fora de casa. Antes desse regresso, há alguns cuidados que podem contribuir para uma adaptação mais tranquila e segura.


“A creche pode ser uma experiência muito positiva para o cão, mas é importante garantir que está preparado para o contacto com outros animais e que as suas necessidades individuais são tidas em conta”, explica Elena Diaz, médica veterinária da Kivet, clínicas veterinárias da Kiwoko.


Vacinação e proteção antiparasitária

Antes de regressar à creche, é importante confirmar que o plano de vacinação está atualizado, tendo em conta a convivência próxima com outros cães e os requisitos específicos do espaço. A vacinação contra a tosse do canil merece particular atenção, uma vez que esta infeção respiratória pode transmitir-se facilmente em ambientes com vários animais.

Também a desparasitação interna e externa deve estar em dia e ser adequada ao estilo de vida do cão. Em caso de dúvida, o médico veterinário poderá indicar a proteção mais adequada.


Identificação e acessórios em boas condições

O microchip e os dados de contacto do tutor devem estar atualizados. Se o cão utilizar uma medalha de identificação, é igualmente importante confirmar se a informação está legível.

Antes do primeiro dia, deve ainda verificar-se o estado do arnês ou coleira, bem como da trela, garantindo que estão ajustados, seguros e sem sinais de desgaste.


Água, alimentação e medicação

Uma garrafa ou recipiente para água pode ser útil nos trajetos até à creche, sobretudo nos dias mais quentes. Uma toalha também pode dar jeito para limpar as patas ou secar o cão depois de atividades no exterior.

Caso siga uma alimentação específica, tenha horários definidos ou necessite de medicação, estas indicações devem ser comunicadas previamente à equipa da creche. A comida, snacks e medicamentos devem estar devidamente identificados e acompanhados das instruções necessárias.

Com estes cuidados preparados antecipadamente, o regresso à creche pode tornar-se mais simples para o cão e para toda a família.

Sozinhos em casa



O regresso às aulas implica mudanças nos horários familiares e pode levar alguns animais a passar novamente mais tempo sozinhos. Ladrar ou uivar, destruir objetos, tentar fugir ou fazer necessidades em casa são alguns sinais a observar nos cães. Nos gatos, podem surgir vocalização excessiva, isolamento, alterações no apetite, urinar fora da caixa ou lamber o pelo em excesso.

“Quando a rotina muda, alguns animais podem demonstrar maior dificuldade em lidar com a ausência. É importante estar atento a alterações persistentes no comportamento”, explica Susana Beira, Medical Business Partner da AniCura Portugal.


Para facilitar a adaptação, recomenda-se retomar gradualmente os períodos de ausência, mantendo horários regulares para alimentação, passeios, descanso e brincadeira. Brinquedos e atividades de enriquecimento também podem ajudar durante os períodos em que o animal fica sozinho.

Se os sinais forem persistentes ou afetarem o bem-estar do animal, deve ser procurado aconselhamento médico-veterinário, que poderá avaliar a situação e recomendar acompanhamento especializado.

“Cada animal tem a sua própria capacidade de adaptação. O mais importante é respeitar o seu ritmo e retomar as rotinas de forma progressiva”, conclui Susana Beira.

Vómitos nos gatos: Quando deve ficar atento



Embora as bolas de pelo sejam uma causa comum de vómito nos gatos, este sinal pode estar associado a diferentes problemas de saúde. Por isso, mais do que assumir a causa, é importante acompanhar a frequência dos episódios e o estado geral do animal.

“As bolas de pelo podem estar na origem de alguns episódios, mas existem várias causas possíveis. É importante avaliar a frequência com que ocorre o vómito e o estado geral do animal”, explica Carla Salas, médica veterinária do AniCura Arco do Cego Hospital Veterinário.


Quando procurar ajuda?

Um episódio ocasional nem sempre é motivo de preocupação. No entanto, vómitos frequentes ou acompanhados de perda de peso, falta de apetite, apatia, diarreia, sangue no vómito ou dificuldade em ingerir alimentos devem ser avaliados por um médico veterinário.

Entre as possíveis causas estão alterações na alimentação, intolerâncias, parasitas, ingestão de corpos estranhos e doenças gastrointestinais, pancreáticas, hepáticas ou renais.


Como prevenir?

Alguns cuidados podem ajudar a proteger a saúde digestiva do gato. Escovar regularmente o pelo, sobretudo nos gatos de pelo comprido, manter uma alimentação equilibrada, fazer alterações à dieta de forma gradual e cumprir o plano de desparasitação são medidas importantes.

É igualmente essencial evitar o acesso a plantas tóxicas, alimentos inadequados e pequenos objetos que possam ser ingeridos. As consultas veterinárias regulares ajudam ainda a detetar precocemente alterações de saúde.

“Quando um episódio de vómito deixa de ser pontual ou surge acompanhado por outros sinais, procurar aconselhamento médico-veterinário atempadamente pode fazer a diferença no diagnóstico e tratamento”, conclui Carla Salas.


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