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Direito a folga no dia de aniversário sem perda de remuneração... Pode ser muito mais do que um “simples mimo"!

  • Foto do escritor: CarlaRibeiro
    CarlaRibeiro
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

À primeira vista, pode parecer apenas mais um “benefício simpático”. Na prática? Pode ser uma das decisões mais simples e eficazes que uma empresa pode tomar, sem aumentar salários, sem mexer em custos fixos e sem complicações.


Mesa de madeira com laptop, xícara de café, bloco de notas e caneta preta. Ambiente calmo e organizado com luz natural.

Então por que é que tantas empresas ainda torcem o nariz a esta ideia?

Spoiler: não deviam.


Um dia por ano... Só isso.

Vamos começar pelo óbvio.

Dar o dia de aniversário aos colaboradores significa:

  • 1 dia de folga

  • 1 vez por ano

  • Totalmente previsível

  • Fácil de planear

  • Sem efeitos em cadeia (não acumula, não passa para o ano seguinte, não é negociável)

Ou seja: impacto financeiro mínimo e totalmente controlado.


Não estamos a falar de aumentos, prémios ou benefícios permanentes. Estamos a falar de um gesto pontual, simples e organizado.

Menos faltas “estranhas”, mais foco real

Num ambiente onde os prazos são apertados e a atenção ao detalhe é essencial — o desgaste nota-se rápido.

O que acontece quando as pessoas estão cansadas?

  • Faltam mais

  • Cometem mais erros

  • Precisam de melhorar a qualidade e corrigir erros

  • Perdem o foco criativo


Um dia extra de descanso, bem posicionado, previne muito mais problemas do que cria. Na prática, um dia oferecido pode evitar vários dias perdidos ao longo do ano.

Não é emocional. É psicológico.

O dia de aniversário tem um peso simbólico forte.

Não por ser um grande benefício, mas precisamente por ser:

  • Pessoal

  • Individual

  • Inesperado (em muitas empresas)

As pessoas sentem-se vistas. E pessoas que se sentem reconhecidas:

  • Colaboram melhor

  • Envolvem-se mais

  • Cuidam mais do trabalho que fazem

Não é simpatia. É comportamento humano básico.


Diferenciar sem aumentar salários? Sim, é possível.

Num mercado onde nem sempre há margem para subir salários, os benefícios não financeiros fazem toda a diferença.

Dar o dia de aniversário:

  • Não altera a estrutura financeira

  • Não cria desigualdades, uma vez que, caso o aniversário coincida com um dia de descanso, o colaborador pode usufruir do dia útil seguinte.

  • Melhora a percepção da empresa como local para trabalhar

E sim, isto conta (muito) em recrutamento.“Aqui valorizamos as pessoas, até no dia delas” diz mais do que parece.


Quando o discurso e a prática falam a mesma língua

Cada vez mais grupos empresariais comunicam valores como:

  • Bem-estar

  • Equilíbrio

  • Resiliência

  • Saúde emocional


Então… por que não?

No fim do dia, a pergunta não é: “Por que devemos dar o dia de aniversário?”


É antes: Por que não o fazemos, se o custo é mínimo e o impacto é real?

Não é um mimo.

Não é um luxo.

É uma decisão simples, prática e inteligente. E, muitas vezes, são estas pequenas decisões que fazem a maior diferença.

Dia de aniversário dos filhos menores

Além de ser cada vez mais comum vermos empresas a conceder folga aos seus colaboradores no dia do aniversário, também já há organizações que alargaram esse gesto ao dia de aniversário dos filhos menores, enquadrando-a numa política mais ampla de conciliação entre a vida profissional e familiar.


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