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Férias sem dramas: Conselhos para um verão mais tranquilo em família

  • Foto do escritor: begoodmust
    begoodmust
  • há 4 minutos
  • 3 min de leitura

As férias mudam as rotinas, mas nem tudo precisa de ficar de pernas para o ar. Entre noites mais longas, horas extra de videojogos e dias sem horários rígidos, siga as dicas práticas para ajudar pais e filhos a aproveitar o verão sem dramas. Do sono infantil ao uso responsável dos ecrãs, pequenas regras podem fazer uma grande diferença no equilíbrio familiar.



Sono infantil: Regras para evitar birras

Dias mais longos, viagens e horários trocados podem baralhar o sono dos mais pequenos. Especialistas da ESSATLA deixam cinco dicas simples para manter o descanso — e a paz familiar.



Férias não têm de significar noites mal dormidas. Entre jantares tardios, viagens e dias passados fora de casa, manter alguma previsibilidade no sono das crianças pode fazer toda a diferença no humor e no comportamento.


Joana Marques, enfermeira e especialista em sono infantil e juvenil da ESSATLA – Escola Superior de Saúde Atlântica, recomenda cinco estratégias.


1. Ajustar as sestas

Se o dia inclui um almoço demorado ou uma noite mais longa, antecipar ou prolongar a sesta pode ajudar. Uma criança demasiado cansada pode ficar mais agitada em vez de adormecer facilmente.


2. Não ter medo de dormir fora de casa

Carro, carrinho, praia à sombra ou campo podem transformar-se em locais de descanso. O importante é evitar alterações demasiado bruscas ao ritmo habitual.


3. Manter os rituais de sono

Mesmo em viagem, vale a pena conservar pequenas rotinas, como o banho, uma história ou outro ritual antes de dormir. A consistência ajuda a criança a perceber que está na hora de descansar.


4. Atenção aos adolescentes

Dormir até ao meio-dia pode parecer uma das melhores coisas das férias, mas alterar completamente os horários pode dificultar o regresso à escola. Convém manter uma hora de acordar relativamente previsível e estabelecer limites para os ecrãs.


5. Não entrar em pânico com regressões

Mudanças de ambiente e horários podem provocar despertares noturnos ou maior necessidade da presença dos pais. Segundo a especialista, estas situações são normais e devem ser encaradas com tranquilidade.

No regresso a casa, o mais importante é retomar progressivamente as rotinas habituais, com consistência e sem dramas. Porque nas férias pode haver mais liberdade, mas dormir continua a ser obrigatório.

Videojogos: Guia rápido para os pais

Mais tempo livre significa, muitas vezes, mais tempo para jogar. Saiba como escolher videojogos adequados e manter uma relação equilibrada com os ecrãs.



As férias trazem mais tempo para brincar, estar em família e jogar. Com tanta oferta disponível, escolher um videojogo para uma criança ou adolescente pode ser um desafio, mas há algumas ferramentas simples que ajudam os pais a tomar decisões mais informadas.


1. Comece pela idade

A classificação PEGI indica a idade recomendada e identifica conteúdos como violência, linguagem imprópria, medo ou compras dentro do jogo. É o primeiro indicador a consultar antes de escolher.


2. Atenção às compras

As chamadas microtransações permitem comprar personagens, equipamentos ou outros conteúdos. Antes de instalar ou comprar um jogo, verifique se existem estas funcionalidades e, se necessário, bloqueie as compras através dos controlos da consola.


3. Ative os controlos parentais

Consolas e plataformas permitem definir limites de tempo, restringir conteúdos, controlar comunicações online e autorizar compras. São ferramentas úteis para adaptar os videojogos à idade e às necessidades de cada criança.


4. Jogar, sim. Só jogar, não.

Nas férias, não é necessário eliminar os videojogos, mas é importante equilibrá-los com atividade física, brincadeiras ao ar livre, leitura e tempo em família.

Antes de escolher um jogo, faça quatro perguntas: é adequado à idade? Tem compras dentro do jogo? Os controlos parentais estão ativos? O tempo de jogo está equilibrado com outras atividades?


Como explica Tiago Sousa, Diretor-Geral da AEPDV, a utilização responsável começa com informação, diálogo e algumas regras simples.



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