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"Não Há Vidas Perfeitas”: Fernanda Serrano lança autobiografia aos 50 anos

A Oficina do Livro edita na próxima terça-feira, 14 de novembro, “Não Há Vidas Perfeitas”, autobiografia sem filtros da atriz Fernanda Serrano, editada na véspera de comemorar 50 anos, com apresentação de Paulo Portas.



“É uma data marcante, que nos faz pensar. Faz-nos avaliar o que já vivemos, mas também perspetivar o que está para vir. Aos 50, parece-me uma boa altura para reavaliar o que já vivi, pensar naquilo que quero viver, e como, daqui para a frente”, escreve a atriz, que admite ter descoberto aos cinco, seis anos, que não há vidas perfeitas.


“Isso nunca foi desculpa para parar, desacelerar, para me desmotivar, resignar. Não! Resignação, definitivamente, não é palavra que faça parte do meu léxico. Paciência, talvez. Às vezes, é preciso ter paciência e perceber que há que esperar para conseguirmos aquilo que queremos. Este livro é a visão de uma mulher como eu, simples, descomplicada q.b., escrevi-o a pensar nas mulheres, pois são quem mais me aborda e me faz chegar mensagens e conversas que ficam sempre, e só, entre nós.”


Fernanda Serrano admite que este é um livro sem pretensões, sem nada para ensinar, sem fórmulas mágicas. “Não é um livro de autoajuda. Não aprecio livros que nos dão uma única receita, que servem um modelo igual para todos. Isso não faz qualquer sentido. Cada um de nós é um mundo, com as suas particularidades e circunstâncias. Podemos aproveitar coisas que funcionam com os outros, mas nem tudo serve para todos. Se me pedissem para dizer um lema de vida, acho que seria: ‘Estamos sempre a tempo de tudo.’ É isso que quero partilhar convosco. Estou muito a tempo de ser melhor mãe, melhor educadora, melhor amiga, melhor filha, melhor atriz, melhor empresária. E, vocês, estão a tempo do quê? Estamos todos a tempo de sermos melhores, de fazermos a diferença em nós e/ou em alguém.”


Num registo confidente e intimista, a atriz recua à sua infância, marcada pelo amor dos pais, mas também por dificuldades económicas e alguma solidão, recorda a sua independência financeira precoce graças a uma beleza física de que não tinha consciência, lembra a evolução como modelo e revela um instinto invulgar para agarrar oportunidades, como o casting inesperado em Barcelona onde descobriu a paixão de representar.

Fernanda fala ainda do sonho concretizado de construir uma família grande, de adversidades como o divórcio e todo o sofrimento associado a essa decisão, das suas referências pessoais e profissionais, como Nicolau Breyner e Pedro Lima, do despertar tardio para a importância da saúde mental e dos numerosos planos para um futuro que começa hoje e agora. Numa era de felicidade fabricada nas redes sociais, “Não Há Vidas Perfeitas” é um testemunho autêntico e, também, um ato de coragem protagonizado por uma das mais prestigiadas e carismáticas atrizes portuguesas.


“Sou sempre genuína, ou pelo menos tento, muito, ser eu própria, não invento vidas que não tenho. A verdade é que, desde miúda, sempre fui muito ‘solar’, muito positiva. E se esta minha maneira de ser pode ajudar outros, sinto que devo partilhá-la… Bom, apesar de ser uma otimista por natureza, também há dias em que não estou bem, pelo menos como gosto sempre de estar. Para quem está de fora, a minha vida talvez possa parecer muito glamorosa, mas não é muito diferente da de milhares de mulheres que, como eu, são mães, filhas, profissionais, amigas. Tive e tenho realizações e frustrações, momentos de grande felicidade e de grande tristeza — e, efetivamente, sou assim, ou oito ou oitenta, nunca sessenta e cinco ou quarenta; ser “mais ou menos” não é para mim! —, tenho fraquezas e forças.”

Fernanda Serrano é uma das mais conhecidas atrizes portuguesas. Nasceu a 15 de novembro de 1973, em Lisboa, mas considera-se alentejana de corpo e alma. Inquieta por natureza, estudou Línguas na Universidade Autónoma de Lisboa, mas a moda conquistou-a. Como modelo conheceu vários lugares do mundo, entre os quais Barcelona, onde descobriu a sua paixão pela arte de representar. É mãe de quatro filhos.


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