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Inflamação da asma pode ter um novo aliado e vem da casca do maracujá

  • Foto do escritor: begoodmust
    begoodmust
  • há 40 minutos
  • 2 min de leitura

Normalmente acaba no lixo, mas a casca do maracujá-roxo pode ter um potencial muito maior do que se imaginava. Uma investigação da Universidade de Aveiro concluiu que este subproduto da fruta poderá ajudar a reduzir a inflamação associada à asma e reforçar as defesas antioxidantes do organismo.


Inflamação da asma pode ter um novo aliado e vem da casca do maracujá

O estudo, publicado na revista científica Food Research International, analisou o efeito da inclusão de pó de casca de maracujá-roxo na alimentação e concluiu que esta estratégia não provocou efeitos adversos nos parâmetros de segurança avaliados.

Os investigadores verificaram que, na dose mais elevada testada, houve um reforço dos mecanismos naturais de defesa contra o stress oxidativo, além de uma redução de marcadores associados às respostas alérgicas e à inflamação das vias respiratórias. Também foi observada uma menor presença de células inflamatórias no tecido pulmonar.


Mas o que torna a casca tão interessante?

A resposta está na sua composição. Rica em fibra e compostos bioativos, como polifenóis e antioxidantes, pode ajudar a modular a resposta inflamatória do organismo. Os cientistas acreditam ainda que a fibra poderá influenciar positivamente a microbiota intestinal, contribuindo para uma melhor resposta do sistema imunitário, incluindo ao nível dos pulmões.

Apesar dos resultados promissores, há um ponto importante: a investigação foi realizada em modelo experimental e os autores alertam que são necessários estudos em humanos para confirmar estes efeitos. Por isso, a casca de maracujá não substitui, em caso algum, a medicação prescrita para a asma.


Uma nova utilidade

Além do potencial para a saúde, o estudo destaca outra vantagem: a valorização de um resíduo alimentar que normalmente é desperdiçado, dando-lhe uma nova utilidade com possível aplicação na área da nutrição funcional.


cientistas

A investigação foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Aveiro, em colaboração com investigadores da Universidade Estadual de Campinas, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, no Brasil, e da Universidade de Coimbra.


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