• CarlaRibeiro

A história de Jerusalém através dos mercados

Se algo define a história e a cultura de um país sãos os seus mercados. Jerusalém tem alguns dos mais importantes de Israel e a sua visita transforma-se numa actividade obrigatória para conhecer as particularidades do destino, sejam elas gastronómicas, sociais ou culturais.


Os mercados da cidade israelita oferecem desde produtos para preparar qualquer prato típico até símbolos religiosos das três culturas. Uns encontram-se no que foi um fórum romano e outros no centro bulicioso da cidade três vezes santa.



Mahane Yehuda, o mais famoso

O mercado mais famoso de Jerusalém é, sem dúvida, o de Mahane Yehuda , no lado oeste da cidade, muito perto da rua Agripas, uma das mais animadas da cidade israelita. Este mercado, o mais colorido da cidade três vezes santa, reflecte como poucos a enorme heterogeneidade do país. O espaço pode ser visitado de forma organizada graças aos diversos tours turísticos existentes: desde a visita mais convencional até à visita noturna (com especial destaque para o roteiro pelos grafitis e pelos bares).


Os produtos mais típicos

Mahane Yehuda é um mercado tradicional, com as suas bancas que avançam pelos passeios, telhado de chapa ondulada na artéria principal e um ambiente oriental, onde se encontram os produtos mais típicos, como o grão de bico, indispensáveis para a preparação de hummus ou de falafel, bem como todo o tipo de especialidades, bolos e doces como halva ou kenafeh. Sem esquecer, claro, o pão pita ou as beringelas, tanto recém-servidas para serem comidas folha por folha, como fritas com ovo cozido e salada para desfrutar de um saboroso “sabij”.

Em volta do Mahane Yehuda, existem restaurantes e locais de produtos delicatesen, importados, salsichas kosher ou não kosher, azeitonas de todos os tipos, tamanhos e sabor, anchovas temperadas ou arenques.


Al-Qattanin, o mais antigo

Mas este não é o único mercado da capital israelita. Três souks e um segundo mercado, de estilo muito diferente, compartilham a mercadoria com o de Mahane Yehuda. O mais antigo é o Al-Qattanin (mercado de algodão), construído em 1336. São cem metros de arcos e cúpulas que na época contava com banhos turcos. Hoje em dia, desaparecidos os comerciantes de algodão, vendem-se desde souvenirs até tâmaras e especiarias. A loja do café é, dizem, uma das melhores de Jerusalém.



O souk árabe

Outro dos mercados da cidade israelita, é a expressão mais autêntica do espírito comercial do ser humano. É um local onde ainda se realizam trocas, onde nada tem preço fixo e o regateio é a única regra estabelecida. Para além disso, é um espaço onde se pode encontrar absolutamente tudo.


Souk Khan Al-Zeit

O terceiro, o souk Khan Al-Zeit , na Cidade Velha, continua a ser um mercado tradicional onde os residentes do bairro muçulmano vêm fazer as suas compras diárias. É um mercado ao ar livre e um local perfeito para comprar frutas frescas ou secas, especiarias, sumos ou qualquer outro produto. Para os locais, é um sítio ideal para um pequeno-almoço económico, rápido e tão típico como saboroso: sumo de romã recém-espremida e pão árabe acabado de sair do forno.


Muristan já foi um fórum romano

Por último, o mercado de Muristan , encontra-se situado no bairro cristão de Jerusalém, a escassos metros do Santo Sepulcro. Antigamente, foi um fórum romano e mais tarde um hospital durante as primeiras cruzadas no século XI. Trata-se de um mercado em que se pode encontrar desde símbolos religiosos até antiguidades, passando por todo o tipo de recordações de viagem. É o sítio ideal para relaxar e beber um excelente café.


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