• CarlaRibeiro

A tragédia do Kursk

Inspirado na história verídica do submarino nuclear russo que se afundou no Mar de Barents,  Kursk chega aos cinemas a 28 de Março, com Colin Firth e Léa Seydoux nos principais papéis.



A 10 de Agosto de 2000, Kursk - um submarino duas vezes maior que um avião Jumbo e mais comprido que dois campos de futebol, o orgulho “inafundável” da frota norte da Marinha russa - embarcou num exercício naval. Foi o seu primeiro exercício numa década e as manobras implicaram 30 navios e três submarinos. Dois dias depois, duas explosões internas e poderosas o suficiente para surgirem em sismógrafos do Alasca, fazem afundar o submergível.



Pelo menos 23 dos 118 marinheiros a bordo sobreviveram às explosões tendo-se refugiado numa cabine estanque, onde se mantiveram por um período de várias horas após o acidente, e onde viriam a morrer por explosão do sistema de oxigénio. Embora noruegueses e britânicos oferecessem ajuda para resgatar os sobreviventes (o navio terá ficado a apenas 116 metros de profundidade no Mar de Barents, a 80 quilómetros da costa), a ação só foi aceite pelo governo russo quatro dias depois da tragédia. A necessidade de se preservarem os segredos militares do submarino terá sido a razão por esta demora por parte das autoridades russas.

Enquanto a Rússia dizia ter tudo sob controlo, o mundo assistia em suspenso e a tragédia acontecia. “Eu conhecia, superficialmente, a tragédia do Kursk. Mas uma coisa guardei comigo daquilo que ouvia nas notícias: aquele bater, aquele pedido de ajuda”, explica Thomas Vinterberg, realizador do filme.


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