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Um pisco, uma vidente relutante e uma cidade cheia de vigaristas: Livros para jovens que não gostam de ficar quietos

Foto do escritor: CarlaRibeiro
CarlaRibeiro
há 3 horas
3 min de leitura

Há quem procure a própria voz numa floresta, quem investigue uma mascote desaparecida e quem queira perceber como chegámos até aqui. Estas novidades mostram que crescer pode ser uma grande aventura.


Capas de livros juvenis

Os livros para jovens têm uma vantagem sobre os adultos: podem fazer uma pergunta enorme e, na página seguinte, pôr um pisco a cantar, um horóscopo a cumprir-se ou uma cidade inteira a esconder segredos. Nesta seleção, as personagens seguem caminhos muito diferentes, mas todas acabam por enfrentar a mesma descoberta: o mundo é mais complicado — e mais interessante — do que parecia.


Para quem precisa de ser visto


Para quem precisa de ser visto

Eddie sente-se invisível. Em Nas Asas da Coragem, refugia-se na floresta, onde um pequeno pisco o conduz até Mari, uma rapariga misteriosa que parece conhecer os seus segredos.

Entre música, natureza e imaginação, a história fala de amizade, família e saúde emocional com uma ideia simples e poderosa: por vezes, encontrar coragem começa por encontrar alguém que nos escute. As ilustrações delicadas de Linde Faas acompanham esta viagem. Chega às livrarias a 5 de outubro.


Para quem queria escrever notícias sérias e acabou nos horóscopos


Para quem queria escrever notícias sérias e acabou nos horóscopos

Clara tem um plano: trabalhar no jornal da escola e tornar-se jornalista. O universo, pelos vistos, tem outro. Em Clara Vidente, de Rachelle Delaney, a jovem muda-se com a mãe para Kensington Market, em Toronto, e recebe a tarefa de escrever os horóscopos semanais. O problema surge quando as previsões começam a acontecer.

De repente, todos querem uma vidente, enquanto Clara continua a preferir uma boa investigação. O desaparecimento da mascote da escola pode ser a oportunidade de provar o seu talento. Pelo meio, há amizades, mudanças e o pequeno inconveniente de tentar passar despercebida quando toda a gente acha que se prevê o futuro.


Para quem pergunta: «Como é que chegámos aqui?»


Para quem pergunta: «Como é que chegámos aqui?»

No quarto e último volume de Indomáveis, Yuval Noah Harari leva os leitores da antiguidade até à inteligência artificial. Com ilustrações de Ricard Zaplana Ruiz, a série termina a sua explicação da história da Humanidade com uma pergunta virada para a frente: que mundo queremos construir a seguir?

É uma leitura para jovens curiosos — e para os adultos que costumam responder «é complicado» quando lhes perguntam por que razão o mundo funciona assim.


Para quem acha que os clássicos precisam de uma porta de entrada


Para quem acha que os clássicos precisam de uma porta de entrada

Antes das séries com dezenas de personagens e árvores genealógicas difíceis de acompanhar, já existiam a Ilíada e a Odisseia. Gillian Cross adapta as epopeias de Homero em A Ilíada e a Odisseia de Homero, numa edição indicada a partir dos 8 anos.

A narrativa torna as histórias acessíveis sem perder as emoções que as mantêm vivas: coragem, amizade, perseverança e perda. As ilustrações de Neil Packer, inspiradas na cerâmica da Grécia Antiga, ajudam a abrir caminho para esta primeira viagem ao mundo de Homero.


Para quem desconfia de cidades demasiado mágicas


Para quem desconfia de cidades demasiado mágicas

Em Arkspire, magia e mistério dividem espaço com vigaristas, reviravoltas e segredos que só uma rapariga poderá desvendar. O primeiro livro desta nova trilogia promete aventura e humor, mas também questões sobre desigualdade e justiça social.

Parece o destino ideal para leitores que gostam de descobrir um mundo novo — sobretudo quando esse mundo tem qualquer coisa de muito errado por baixo do encanto.

De uma floresta silenciosa a uma cidade mágica, estas histórias fazem companhia a quem está a crescer, a mudar de ideias ou a tentar perceber onde pertence. E, convenhamos, nenhuma dessas tarefas fica necessariamente concluída aos 18 anos.


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