• CarlaRibeiro

Lufthansa tem mulheres nos cockpits há 30 anos!

Este mês, a Lufthansa está a celebrar um aniversário muito especial: há 30 anos, a 23 de Agosto de 1988, Nicola Lisy (Lunemann) e Evi Hetzmannseder (Lausmann) tornaram-se as primeiras copilotas da Lufthansa.

Em Agosto de 1988, Nicola Lisy e Evi Hetzmannseder foram as primeiras pilotas da Lufthansa

Terminaram o seu curso de pilotagem na escola de pilotagem comercial de Bremen, juntamente com 14 colegas masculinos. O programa do curso incluiu horas de voo no deserto perto de Phoenix, Arizona. Após dois anos de preparação, Nicola Lisy e Evi Hetzmannseder terminar com êxito o curso num Boeing 737 na segunda semana de Agosto de 1988, na cidade canadiana de Montréal. 



Como habitualmente, voaram com pilotos instrutores e examinadores em rotas europeias da Lufthansa como segundas oficiais, durante alguns meses antes de poderem sentar-se no lugar de primeira-oficial do cockpit do Boeing 737-200. 


Hoje em dia, percentagem de pilotas no Grupo Lufthansa é de 6%

Aproximadamente dez anos depois, Nicola Lisy voltou a escrever história ao entrar no último domínio masculino, tornando-se a primeira comandante feminina da Lufthansa a 31 de Janeiro de 2000. A sua “co pioneira”, Evi Hetzmannseder, juntou-se-lhe algum tempo depois, avançando para o lugar de comandante em Fevereiro de 2000.


Mais mulheres nos cockpits  

As mulheres no cockpit já não são uma novidade nos nossos dias. No entanto, não se pode negar que ainda estão em desvantagem numérica nas profissões da aviação tradicionalmente masculinas. Mais de 10 mil pilotos, masculinos e femininos, trabalham nos cockpits das companhias aéreas do Grupo Lufthansa, sendo que mais de 4000 voam para a Lufthansa. Aproximadamente seis por cento do pessoal de cockpit do Grupo Lufthansa são mulheres. Para a Lufthansa, esse número é de sete por cento.


Na Academia Europeia de Voo, 15% dos estudantes são mulheres

O Grupo Lufthansa está a expandir o seu ambicioso objectivo de aumentar o número de mulheres em posições de chefia em terra e no ar e quer ter mais mulheres no cockpit.

As perspectivas são boas: 15 por cento de todos os estudantes dos cursos de pilotagem da Academia Europeia de Voo, que forma os pilotos para todas as companhias aéreas do Grupo Lufthansa, são mulheres. O centro de Formação de Aviação da Lufthansa Aviation está actualmente à procura de mais candidatas. Para tal, em breve vai começar uma campanha publicitária dirigida às mulheres.


“Piloto é a profissão perfeita”

Magdalena Gruhn, de 29 anos, é uma das quatro futuras pilotas que este ano está inscrita na Academia Europeia de Voo. Trabalhava como assistente de bordo quando viu uma pilota no cockpit e pensou: “As mulheres também podem fazer isso. Eu quero chegar lá!” Os maiores desafios durante um voo são coordenar, controlar e antecipar várias coisas ao mesmo tempo. No entanto, “não há razões para as mulheres não serem capazes de o fazer”.


Esta convicção é partilhada por Elke Hieber, de 53 anos, que tirou o curso da Lufthansa em 1988, tendo sido a única mulher de um grupo de 17 aspirantes a pilotos. Actualmente, é uma das duas comandantes da frota do A380. “Ser piloto é ter a profissão perfeita, com tarefas excitantes e grande flexibilidade que permite conciliar a família com a profissão”, comenta Elka Hieber, mãe de dois filhos, que já tirou dois períodos de 18 meses emlicenças de maternidade e tem voado em diversos modelos de trabalho parcial. “A sociedade demora algum tempo a aceitar a profissão, independentemente do género. Muitas mulheres nem pensam em candidatar-se.”


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