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O Infinito Num Junco

Atualizado: Out 16

A 23 de outubro a Bertrand Editora publica o livro O Infinito Num Junco, de Irene Vallejo, o livro mais vendido em Espanha durante o confinamento, aclamado pela crítica espanhola e internacional. Esta é a primeira tradução da obra, estando já prevista a sua publicação em mais de 22 línguas diferentes.



Este é um livro sobre a história dos livros, da palavra e da leitura. Das batalhas que se travaram (e ainda travam) por e com livros. Do papel mágico que estes objetos têm nas nossas vidas. Da sua evolução e das suas muitas formas ao longo dos séculos. Mas é sobretudo uma apaixonada declaração de amor à palavra escrita, à literatura e à leitura, às bibliotecas e às escolas; uma declaração de amor aos livros.


«A humanidade desafiou a soberania absoluta da destruição ao inventar a escrita e os livros. Graças a essas descobertas, nasceu um espaço imenso de encontro com os outros e produziu-se um fantástico aumento da esperança das ideias. De alguma forma misteriosa e espontânea, o amor pelos livros criou uma cadeia invisível de gente – homens e mulheres – que, sem se conhecerem, salvaram o tesouro dos melhores relatos, sonhos e pensamentos ao longo do tempo.»


«Somos os únicos animais que fabulam, que afugentam a escuridão com histórias, que aprendem a conviver com o caos graças aos relatos, que atiçam as brasas das fogueiras com o ar das suas palavras, que percorrem longas distâncias para levarem as suas histórias aos estranhos. E, quando partilhamos os mesmos relatos, deixamos de ser estranhos.»

Ao longo das mais de 400 páginas, Irene Vallejo leva o leitor numa viagem pelo espaço e pelo tempo, uma viagem pela Grécia e Roma Antigas, pelas paredes repletas de papiros da Biblioteca de Alexandria, pelos palácios de Cleópatra, pelas primeiras livrarias conhecidas, pelas celas dos escribas, pelas fogueiras onde arderam os livros proibidos, pelos gulag, pela biblioteca de Sarajevo e por um labirinto subterrâneo em Oxford no ano 2000. E tudo isto com referências constantes ao presente, de Borges a Twain, de Cavafis a Bryce Echenique, de Canetti a Faulkner, de Auster e Pérez-Reverte a Vargas Llosa, de Tarantino a Scorsese.


O Infinito Num Junco é um ensaio deliciosamente escrito, com um ritmo narrativo e poético, no qual o leitor se dissolve ao lê-lo. Mas é, acima de tudo, uma emocionante aventura coletiva, protagonizada por milhares de personagens que, ao longo do tempo, tornaram o livro possível e o ajudaram a transformar-se e evoluir – contadores de histórias, escribas, ilustradores e iluminadores, tradutores, alfarrabistas, professores, sábios, espiões, freiras e monges, rebeldes, escravos e aventureiros. Ao contar a história e as aventuras deste frágil e ao mesmo tempo resiliente objeto que mantém vivas as nossas ideias, pensamentos e sonhos, Irene Vallejo conta também a nossa história de leitores ávidos, de todo o mundo, que mantemos o livro vivo.


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