• CarlaRibeiro

«Violência doméstica» eleita PALAVRA DO ANO ® 2019

Foi um dos factos mais marcantes do ano de 2019 e os portugueses fizeram questão de o sublinhar. Com 27,7 % dos mais de 20 mil votos únicos registados no site www.palavradoano.pt, «violência doméstica» foi escolhida pelos portugueses como PALAVRA DO ANO ® 2019.



Esta escolha foi, por certo, em consequência dos inúmeros casos que foram sendo conhecidos ao longo do ano e que, infelizmente, resultaram em vítimas mortais – de acordo com notícias recentes, foram 35 mulheres, homens e crianças assassinadas em Portugal no contexto de violência doméstica só em 2019.


Em segundo lugar e apenas a 0,1% de distância ficou a palavra «sustentabilidade», a qual liderou a votação desde o início até praticamente o final da votação. Ainda assim, ficou notória a crescente preocupação que o tema da sustentabilidade desperta na sociedade portuguesa perante as sérias ameaças que pendem sobre a vida coletiva em consequência das alterações climáticas.


Outro tema que não passou ao lado dos portugueses é o problema da difusão de informações falsas através das redes sociais: «desinformação» foi a terceira palavra mais votada, registando 13,8% dos votos.


A votação ficou assim ordenada:

  1. violência doméstica — 27,7%

  2. sustentabilidade — 27,6%

  3. desinformação — 13,8%

  4. jerricã — 7,5%

  5. nepotismo — 5,7%

  6. seca — 4,3%

  7. trotinete — 4,2%

  8. lítio — 4,2%

  9. influenciador — 4,0%

  10. multipartidarismo — 1,0%


Assim, «violência doméstica» sucede a «enfermeiro» como PALAVRA DO ANO ® , numa iniciativa promovida pela Porto Editora que tem como objetivo sublinhar o poder das palavras, refletindo o quotidiano da nossa sociedade em cada ano: os factos, os hábitos, os acontecimentos, as tendências e as preocupações coletivas.


A lista completa das palavras escolhidas ao longo dos anos é composta por «esmiuçar» (2009), «vuvuzela» (2010), «austeridade» (2011), «entroikado» (2012), «bombeiro» (2013), «corrupção» (2014), «refugiado» (2015), «geringonça» (2016), «incêndios» (2017), «enfermeiro» (2018) e «violência doméstica» (2019).


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