• CarlaRibeiro

Para ficar na memória!

A qualidade da comida de antigamente num espaço onde se recordam sabores de infância e se criam novas memórias em redor da mesa. É assim o Memoria, o novo restaurante do grupo Non Basta que acaba de abrir portas num dos bairros mais tradicionais de Lisboa, Campo de Ourique.



O Memoria é um restaurante que nos faz relembrar outros tempos, de uma casa que foi nossa, da comida cuidada por quem nos cuidava. É um restaurante que é uma segunda casa. Uma segunda casa onde se partilham memórias, onde se discute em redor da mesa, onde a pressa é substituída por longas conversas e por pratos que respeitam a tradição. O Memoria celebra o passado num espaço que todos vamos querer recordar no futuro. E fá-lo recuperando pratos ancestrais da gastronomia italiana.



A cozinha ocupa um lugar de destaque Centro nevrálgico de todas as autênticas casas italianas, a cozinha ocupa um lugar de destaque, e é com ela que nos deparamos assim que entramos pela porta vermelha do número 26A da Rua 4 da Infantaria. Na sala, cujo design de interiores foi desenvolvido por Inês Moura, imperam os tons neutros e a crueza dos mármores, em contraste com os candeeiros vermelhos (o design de iluminação ficou a cargo de Joana Forjaz) que acentuam a elegância e intemporalidade do espaço. Nas traseiras, o restaurante conta ainda com duas zonas de esplanada prontas para receber o Verão.



“Lembrar é fácil para quem tem memória. Esquecer é difícil para quem tem coração.” A frase de William Shakespeare, inscrita no menu, pode bem ser aplicada à comida que aqui se prova e que dificilmente será esquecida por quem vê no Memoria menos um restaurante e mais uma segunda casa.

Pratos para não esquecer   A pensar nas famílias, há três pratos que podem ser pedidos em doses suficientes para três pessoas (e que são por isso servidos à mesa em travessas): o Linguini neri alla pescatore (€ 14/ € 38), o Spaghetti al pomodoro e burrata (€ 13/ € 35) e o Fettuccine com polpette (€ 11/ € 30). Outra das apostas são os produtos de referência provenientes de várias regiões de Itália, que vêm complementar a oferta de antipasti e saladas. De Parma vem o Salame gentile (€ 6/ € 10) e o afamado Parmigiano reggiano (€ 6/ € 10), de Bologna a Mortadella al tartufo (€ 6/ € 10) e de Bergamo o queijo Taleggio (€ 5/ € 8). O Lady Capra (€ 6/ € 10), um queijo de cabra azul que tem um sabor suave e cremoso, a Stracciatella (€ 8/ € 14), retirada do coração da burrata, e o Prosciutto San Daniele (€ 6/ €10) são outras das alternativas.



Os incontornáveis Spaghetti alla carbonara (€ 12), Lasagna della nonna (€ 12) e pizza Diavola (€ 12) dividem as atenções com os não menos consensuais Spaghettoni al tartufo (€ 14), Spaghetti alle vongole (€ 14) ou pizza Margherita (€ 9). Mas há também opções menos comuns que prometem deixar rendidos os mais conhecedores da gastronomia italiana, como é o caso do Pappardelle al Ragu di coniglio (€ 14), um estufado de coelho cozinhado lentamente, ou dos Ravioli com Taleggio e figo (€ 11), que junta a acidez do queijo à doçura da fruta da época.



No capítulo das bebidas, a oferta é grande e divide-se entre Spritz - há seis referências que podem ser pedidas em copo ou em jarro -, cocktails clássicos, licores e destilados, e vinhos nacionais e italianos. “Fizemos uma criteriosa seleção de vinhos que harmonizam com a comida que servimos, vinhos gastronómicos, leves e não demasiado complexos”, acrescenta um dos sócios. Entre os destaques estão os dois vinhos Astronauta, o Manda-Chuva, vinho feito em Portugal com a casta Sangiovese, e os italianos Pietro Primitivo (biológico de Puglia) e Umami Renchi Pecorino (de Abruzzo). Onde fica: Rua 4 da Infantaria, 26A, Lisboa

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