Portugal desperdiça 58 kg de comida por segundo
No Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, a Too Good To Go alerta para o impacto económico e ambiental do desperdício alimentar em Portugal.

Portugal desperdiça cerca de 1,82 milhões de toneladas de alimentos por ano, o equivalente a 4.988 toneladas por dia ou 58 quilos por segundo, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os números traduzem-se também num forte impacto financeiro. De acordo com estimativas da Too Good To Go, cada quilo de comida desperdiçada representa cerca de 2,09€, o que significa perdas superiores a 10,4 milhões de euros por dia. Em média, cada português desperdiça cerca de 336€ por ano, valor que ultrapassa os 1.340€ num agregado familiar de quatro pessoas.
Um problema que começa em casa
As famílias são responsáveis pela maior fatia do desperdício alimentar, com cerca de 1,18 milhões de toneladas por ano, seguidas pelo retalho e pelo setor HORECA.
Para ilustrar a dimensão do problema, em apenas 90 minutos — o equivalente à duração de um jogo de futebol — são desperdiçadas cerca de 312 toneladas de alimentos em Portugal.
O impacto não fica pela perda de comida e dinheiro. O desperdício implica também recursos naturais utilizados em vão. A Too Good To Go estima que, a cada segundo, o desperdício alimentar represente mais de 46.000 litros de água e 156,6 kg de CO₂e.
Sete anos a combater o desperdício
A Too Good To Go assinala também sete anos de atividade em Portugal. Durante este período, a plataforma já ajudou a salvar mais de 8,2 milhões de Surprise Bags, envolvendo mais de 2,9 milhões de utilizadores e 5.000 negócios parceiros.
A iniciativa permitiu gerar uma poupança superior a 60 milhões de euros para os utilizadores, evitando ainda a emissão de cerca de 22.000 toneladas de CO₂ e o desperdício de 6 mil milhões de litros de água.
No Dia Internacional da Consciencialização sobre Perdas e Desperdício Alimentar, a Too Good To Go reforça assim a importância de mudar hábitos e encarar os alimentos como recursos que podem — e devem — ter uma segunda oportunidade.



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