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A caça ao carregador: Portugueses passam quase 6 dias por ano à procura de objetos

Foto do escritor: begoodmust
begoodmust
há 2 horas
3 min de leitura

Chaves que desaparecem, carregadores que nunca estão onde deveriam e roupa difícil de encontrar. A desorganização doméstica pode parecer um pequeno incómodo, mas, somados, estes minutos representam quase seis dias e meio por ano passados à procura de objetos. E, quando há crianças em casa, o tempo perdido quase duplica.



Quantas vezes já procurou as chaves antes de sair de casa? Ou abriu várias gavetas à procura daquele carregador que, aparentemente, desapareceu? São situações banais do quotidiano, mas que, quando repetidas todos os dias, acabam por consumir uma quantidade significativa de tempo.


Segundo o Store & Organize Report 2026, estudo da IKEA realizado pela YouGov, os portugueses passam, em média, 25 minutos por dia à procura de objetos dentro de casa. Feitas as contas, são cerca de seis dias e meio por ano. Ao longo de 60 anos de vida adulta, o tempo acumulado ultrapassa um ano.

E há uma diferença significativa quando existem crianças em casa. Nos agregados familiares com filhos, a média sobe para 39 minutos por dia, o equivalente a quase 10 dias por ano. Já entre quem vive sem crianças, são cerca de 19 minutos diários, menos de cinco dias por ano.


O que mais procuramos?

Grande parte deste tempo é passada à procura de objetos que fazem parte da rotina diária. Material de trabalho ou estudo, como computadores, cadernos e canetas, ocupa cerca de seis minutos por dia. Seguem-se os utensílios ou ingredientes para cozinhar, com cinco minutos, e os carregadores de telemóvel ou tablet, com quatro.

Também há quatro minutos diários gastos à procura de objetos do companheiro ou companheira e outros três minutos à procura de itens essenciais antes de sair de casa, como chaves, carteira, telemóvel ou óculos.

Mais do que uma questão de tempo, a desorganização parece também ter impacto no bem-estar. Mais de metade dos portugueses (53%) afirma que procurar objetos em casa afeta o seu estado de espírito, enquanto 11% reconhecem que estas situações podem chegar a comprometer o resto do dia.


O roupeiro é o maior desafio

Manter todos os espaços organizados nem sempre é fácil. De acordo com o estudo, 86% dos portugueses identificam pelo menos uma área da casa particularmente difícil de manter arrumada.

O primeiro lugar pertence ao roupeiro, apontado por 35% dos inquiridos. Seguem-se as bancadas da cozinha (29%) e os armários e gavetas da cozinha (25%).

A dificuldade em manter a casa organizada também pode levar a soluções temporárias. Cerca de 35% dos portugueses admitem já ter mudado objetos desarrumados de um espaço para outro apenas porque esperavam visitas. Outros 28% dizem já ter simplesmente desistido de lidar com a desorganização em determinados momentos.


Mais espaço não significa mais coisas

Ter mais espaço em casa poderia significar mais espaço para guardar objetos. Mas, para muitos portugueses, a prioridade parece ser outra.

Questionados sobre o que fariam caso tivessem mais 20% de espaço em casa, 46% dizem que o utilizariam simplesmente para ter mais espaço livre. Apenas 6% aproveitariam a área adicional para comprar mais bens.

Os resultados sugerem, assim, que uma casa organizada não é necessariamente uma casa com mais objetos ou mais soluções de arrumação. Para muitos, significa sobretudo ter menos coisas espalhadas, encontrar o que procuram com maior facilidade e recuperar tempo no dia a dia.

"Estes números, ainda que pequenos vistos isoladamente, mostram como a desorganização em casa tem um peso real no nosso quotidiano - em tempo, mas também em bem-estar", afirma Cláudia Domingues, Diretora de Comunicação da IKEA Portugal. Segundo a responsável, perceber que os portugueses passam mais de um ano da vida adulta à procura de objetos, e que esse tempo quase duplica quando existem crianças em casa, reforça a importância de pensar a organização como uma forma de recuperar tempo para outras atividades.


O Store & Organize Report 2026 foi realizado pela YouGov, em nome da IKEA, através de um inquérito online realizado em abril de 2026. A pesquisa contou com uma amostra nacionalmente representativa de 1.019 portugueses com 18 ou mais anos, ponderada por género, idade e região.


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