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Pós-parto: cuidar da saúde mental da mãe é também cuidar do bebé

  • Foto do escritor: begoodmust
    begoodmust
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Tristeza persistente, ansiedade intensa, isolamento ou alterações bruscas de comportamento são alguns dos sinais que não devem ser ignorados. A psicóloga Cátia Silva alerta para a importância de identificar precocemente os problemas de saúde mental no pós-parto e garantir que as mulheres têm acesso ao acompanhamento de que precisam.



O nascimento de um bebé é uma fase de grandes mudanças, mas nem sempre o bem-estar emocional da mãe recebe a mesma atenção que a sua saúde física. Segundo a psicóloga Cátia Silva, é essencial falar sobre os desafios psicológicos que podem surgir durante a gravidez e, sobretudo, após o parto, sem alimentar preconceitos ou associações automáticas entre doença mental e comportamentos extremos.



O chamado baby blues é frequente nos primeiros dias e tende a ser passageiro. Já a depressão pós-parto pode manifestar-se através de tristeza persistente, ansiedade, culpa, exaustão, isolamento e dificuldade em cuidar de si ou do bebé. Mais rara, a psicose pós-parto é uma emergência psiquiátrica e pode provocar confusão, alucinações, delírios e perda de contacto com a realidade.



Alterações hormonais, antecedentes de problemas de saúde mental, privação prolongada de sono, um parto traumático, dificuldades familiares ou financeiras e a falta de uma rede de apoio são alguns dos fatores que podem aumentar a vulnerabilidade da mulher.


“Uma mulher com depressão pós-parto não é, por definição, uma mãe perigosa. Associar automaticamente a depressão ao infanticídio aumenta o estigma e pode fazer com que algumas mulheres tenham ainda mais receio de pedir ajuda”, alerta Cátia Silva.

Por isso, é fundamental estar atento a sinais como tristeza persistente, ansiedade intensa, isolamento, sentimentos de culpa, apatia ou pensamentos relacionados com a morte. Perante sintomas como alucinações, delírios, confusão ou alterações bruscas de comportamento, é necessária ajuda médica imediata.



Cuidar da saúde mental materna é também cuidar do bebé. Criar espaço para que uma mãe possa dizer “não estou bem”, sem medo de ser julgada, pode ser o primeiro passo para garantir o acompanhamento de que precisa.



Instagram | @catiasilva.psi


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