Saúde: Prevenção, bem-estar e hábitos saudáveis no verão
- begoodmust
- há 20 horas
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Esta semana destacamos temas essenciais para a saúde e o bem-estar: a crescente vontade dos portugueses de reduzir o tempo de ecrã durante as férias, os riscos dos remédios virais para a saúde oral, a importância da prevenção da demência através do controlo de fatores de risco modificáveis e os cuidados a ter com a pele no verão para evitar infeções fúngicas. Pequenas mudanças de hábitos podem fazer a diferença na proteção da saúde ao longo da vida.
Sete em cada dez portugueses querem menos ecrãs nas férias

O verão está a incentivar os portugueses a desligarem-se da tecnologia. Um estudo da refurbed, em parceria com a Appinio, revela que 71% querem reduzir o tempo de ecrã durante as férias e 83% estão disponÃveis para passar um dia inteiro sem dispositivos digitais.
Portugal lidera os oito mercados europeus analisados na abertura à desconexão, sendo que apenas 8% dos inquiridos rejeitam a ideia de um dia offline. Ainda assim, 18% admitem não saber se conseguirão cumprir o objetivo de reduzir o tempo de ecrã.
Segundo Kilian Kaminski, cofundador da refurbed, os resultados mostram que pequenas mudanças, como passar um dia sem ecrãs, são mais fáceis de adotar e podem incentivar hábitos digitais mais equilibrados.
Remédios virais para a saúde oral podem causar mais danos do que benefÃcios

Branquear os dentes com limão e bicarbonato, aliviar o bruxismo com exercÃcios ou corrigir espaços entre os dentes em casa são algumas das tendências que circulam nas redes sociais. Contudo, especialistas da Sanitas Dental alertam que estes métodos podem desgastar o esmalte, irritar as gengivas, agravar problemas orais e atrasar o diagnóstico de doenças.
Segundo o Barómetro da Saúde Oral da Ordem dos Médicos Dentistas, 64,6% dos portugueses sofrem de patologias orais ou perda dentária e 23,1% já se sentiram constrangidos com a aparência dos seus dentes, tornando mais apelativos os chamados "remédios rápidos".
"A cor dos dentes, a dor mandibular ou um espaço entre dentes podem ter causas muito diferentes. Sem avaliação clÃnica, um tratamento caseiro pode agravar o problema", explica Lorena Trinidad, médica dentista da Sanitas Dental.
Entre os conselhos mais comuns estão o uso de carvão ativado, bicarbonato, limão, água oxigenada, óleo de coco ou elásticos para mover dentes. Embora alguns possam proporcionar uma sensação temporária de melhoria, não tratam cáries, não corrigem problemas de alinhamento e podem provocar danos permanentes.
A Sanitas Dental recomenda desconfiar de promessas de resultados rápidos, evitar produtos caseiros para alterar a cor ou a posição dos dentes e procurar sempre avaliação profissional perante dor, sensibilidade ou alterações na boca. A escovagem adequada, a higiene interdentária e as consultas regulares continuam a ser as formas mais eficazes de proteger a saúde oral.
Dia Mundial do Cérebro: quase metade dos casos de demência pode ser prevenida

No âmbito do Dia Mundial do Cérebro (22 de julho), a Alzheimer Portugal e a Roche alertam que 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou adiados através da redução de fatores de risco modificáveis.
A campanha "Ativamente: O Clube do Cérebro" destaca dois novos fatores de risco identificados pela ciência: o colesterol LDL elevado e a perda de visão não tratada, que se juntam a outros já conhecidos, como o sedentarismo, o tabagismo, a hipertensão e a diabetes.
O objetivo é reforçar que a prevenção começa cedo e que a adoção de hábitos saudáveis ao longo da vida pode contribuir para proteger a saúde do cérebro e reduzir o risco de demência.
Verão: como prevenir as infeções fúngicas mais comuns da pele

O calor, a humidade e a frequência de praias e piscinas aumentam o risco de infeções fúngicas da pele, como o pé de atleta e a pitirÃase versicolor.
A pitirÃase versicolor, frequentemente conhecida como "micose da praia", não é contagiosa nem se contrai na praia. Surge quando um fungo naturalmente presente na pele se multiplica devido ao calor e à transpiração, provocando manchas claras ou acastanhadas, mais visÃveis após o bronzeado.
Já o pé de atleta é uma infeção contagiosa, comum em piscinas, balneários e chuveiros públicos, que causa comichão, descamação e vermelhidão, podendo alastrar às unhas se não for tratada.
Para reduzir o risco, a Bayer recomenda manter a pele limpa e bem seca, usar chinelos em espaços públicos húmidos, evitar a partilha de toalhas e calçado, optar por roupa de algodão e arejar os sapatos regularmente.
Perante sintomas persistentes, é aconselhável procurar aconselhamento médico ou farmacêutico. O diagnóstico e o tratamento precoces ajudam a evitar complicações e permitem desfrutar do verão com maior segurança.
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