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Um Dia Chegarei a Sagres

17 anos depois de ter publicado Vozes do Deserto, Nélida Piñon, uma das maiores escritoras da língua portuguesa, tem um novo romance. Um Dia Chegarei a Sagres será uma das publicações mais relevantes de 2021, não apenas pelo extenso currículo da autora – primeira mulher a presidir à Academia Brasileira de Letras e detentora de alguns dos principais prémios de literatura em língua portuguesa – mas também por ser uma belíssima efabulação, uma declaração de amor à língua portuguesa, um exercício superior de linguagem e de estilo.



Para escrever este livro, Nélida Piñon passou mais de um ano em Portugal. Consagrado com o Prémio Pen Clube Brasil de Literatura 2020, Um Dia Chegarei a Sagres chega às livrarias nacionais a 7 de outubro, com a chancela Temas e Debates.

O livro conta a história de Mateus, um camponês que abandona o arado e parte para Sagres a fim de satisfazer uma obsessão antiga: fascinado pelas sagas dos heróis descobridores marítimos, quer encontrar o túmulo do infante D. Henrique naquela cidade. A sua busca leva-nos por uma viagem ao Portugal profundo do século XIX, nomeando as suas terras, os rios, as montanhas, a vastidão do Atlântico, evocando os seus escritores maiores. Narrada com a mestria característica de Nélida Piñon, a odisseia de Mateus é uma análise atenta e perspicaz ao esplendor e à decadência de Portugal – com as suas contradições e injustiças sociais – e uma homenagem belíssima à tradição literária e cultural portuguesa.

«A vencedora do Prémio Príncipe de Astúrias narra neste romance a sua relação com Portugal e a história dos homens portugueses, que, animados pelo espírito desbravador, se lançam às conquistas. […] Em cada passo desse camponês por sua terra, Nélida faz ecoar toda a tradição da literatura portuguesa: a grandeza de Portugal cantada por Camões em Os Lusíadas; a convocação de Fernando Pessoa em Mensagem para que o país readquira tal grandeza; a história dos anónimos, frequentemente esquecidos pelos livros de história, mas que são responsáveis pela manutenção de uma pátria, na esteira de José Saramago, em Memorial do Convento.» – Guilherme Stumpf, revista Amálgama.


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