top of page

Viver o verão sem esconder o corpo: Guia para reduzir a insegurança

  • Foto do escritor: begoodmust
    begoodmust
  • há 5 horas
  • 2 min de leitura

Praia, piscina e roupa mais leve podem aumentar a insegurança, sobretudo entre os jovens. Comparações nas redes sociais, corpos editados e a pressão para mudar rapidamente de aparência podem transformar momentos de lazer em situações de ansiedade.



No verão, a exposição do corpo aumenta e, com ela, podem surgir preocupações sobre a forma como os outros nos veem. Para muitos jovens, a comparação constante com imagens idealizadas nas redes sociais reforça a sensação de que existe um determinado corpo que deveriam alcançar.


Segundo Silvia Mérida Expósito, psicóloga da Blua de Sanitas, o problema não está apenas na aparência, mas na distância que a pessoa sente entre o seu corpo real e um ideal muitas vezes irrealista, influenciado por edição, poses, iluminação e seleção de conteúdos.

Esta pressão pode levar a comportamentos como evitar a praia ou a piscina, escolher roupa para esconder o corpo, verificar repetidamente a aparência ao espelho ou iniciar dietas muito restritivas e rotinas de exercício excessivas.


Como reduzir a pressão estética no verão

1. Rever o que se vê nas redes sociais

Reduzir conteúdos centrados em dietas, transformações físicas e padrões de beleza pode diminuir a comparação.


2. Separar saúde de pressão estética

Alimentação equilibrada, exercício e descanso devem contribuir para o bem-estar, e não funcionar como castigo para mudar rapidamente o corpo.


3. Evitar a vigilância constante

Experimentar roupa repetidamente, procurar defeitos no espelho ou tirar fotografias apenas para avaliar a aparência pode aumentar a insegurança.


4. Mudar o foco dos planos

Na praia ou na piscina, concentrar a atenção na companhia, na diversão e no momento ajuda a retirar protagonismo à aparência.


5. Evitar conversas sobre peso e corpos

Comentários sobre o corpo, mesmo em tom de brincadeira, podem reforçar a ideia de que a aparência está permanentemente a ser avaliada.


6. Não deixar de viver por causa da imagem

Evitar situações que provocam desconforto pode trazer alívio imediato, mas tende a reforçar o medo. Retomar gradualmente essas atividades pode ajudar a recuperar confiança.


7. Procurar apoio quando necessário

Se a preocupação com o corpo começar a condicionar a alimentação, as relações sociais, os planos ou o estado emocional, falar com um psicólogo pode ser importante.

O objetivo não é obrigarmo-nos a gostar de nós próprios o tempo todo, mas recuperar a liberdade para participar na vida sem que a imagem corporal dite cada escolha”, explica Silvia Mérida Expósito.


No verão, cuidar da autoestima passa também por lembrar que o corpo não é um requisito para participar nos momentos que nos fazem bem.

Comentários


bottom of page