• CarlaRibeiro

Vindimar, pisar e provar!

Atualizado: 12 de Set de 2018

A Must aceitou o convite para ir descobrir a casta Fernão Pires, na região do Tejo. O dia começou na vinha da Casa Cadaval a vindimar, seguiu-se a pisa a pé das uvas que foram apanhadas e depois foram postos à prova 10 vinhos de 10 produtores diferentes. Após o almoço, com a degustação livre dos vinhos, deu-se a surpresa mais esperada por todos: o sorvete de Fernão Pires, confeccionado pela Pascoalini Geladaria.



Depois de um pequeno-almoço reconfortante e da apresentação da casta Fernão Pires, na Casa Cadaval, fomos de tractor até à vinha da uva branca (Fernão Pires), onde foi possível observar os vastos campos cultivados, a barragem, os cavalos e vinha a perder de vista...

Munidos de uma tesoura e chapéu de palha, porque o sol quente já se fazia sentir, demos início à vindima. Depois dos cestos cheios, fomos até à adega para pisar a pé as uvas acabadas de colher, um momento de festa e de diversão, e que irá dar origem a um vinho com o nosso nome! Uma experiência única e divertida.


Prova de 10 vinhos

Do programa fazia parte a prova comentada de 10 vinhos de 10 produtores diferentes, todos com a casta Fernão Pires:

Nana branco 2017 – Quinta da Lapa; Falua 2 Castas branco 2017 – Falua;  Lagoalva Talhão 1 branco 2017 – Quinta da Lagoalva; Padre Pedro branco 2017 – Casa Cadaval;   Quinta S. João Batista Reserva branco 2017 – Enoport ; Bridão Reserva branco 2015 – Adega do Cartaxo; Casal Branco branco 2017 – Quinta do Casal Branco; Varandas branco 2017 – Adega de Almeirim; 1836 Grande Reserva branco 2016 – Companhia das Lezírias e Quinta da Alorna Colheita Tardia branco 2015 - Quinta da Alorna.

Foi uma “prova difícil”, mas muito bem superada!




Almoço na aldeia de Escaroupim

Entretanto, o almoço estava à nossa espera no restaurante O Escaroupim, que fica numa aldeia piscatória com o mesmo nome, muito perto de Salvaterra de Magos. Um local muito castiço, mesmo à beira Tejo,com casas de pescadores em madeira, pintadas com cores alegres (Casa Típica Avieira), ancoradouros, pequenas embarcações de passeio e de pesca.


No Tejo todas as atenções viram-se para as uvas de Fernão Pires, numa aposta estratégica dos Vinhos do Tejo. Porquê? Porque além de ser uma das, ou mesmo, a casta branca mais plantada no nosso país, é na região vitivinícola do Tejo, a mais expressiva, representando 30% do encepamento, com cerca de 3.750 num total de 12.500 hectares.

Esta aldeia foi formada em meados dos anos 30. Alves Redol chamou “nómadas do rio” a estas famílias que durante os meses de Inverno se deslocavam de Vieira de Leiria para o rio Tejo, para as campanhas de pesca de Inverno, regressando no Verão à sua terra natal, para pescar no mar. Alguns destes pescadores foram ficando pelas margens do Tejo, formando pequenas povoações piscatórias ao longo do rio.


No almoço no restaurante O Escaroupim fomos presenteados por deliciosas iguarias da região, onde não faltaram os 10 apetecíveis vinhos frescos e frutados, que estiveram em prova para harmonizar com todo o menu apresentado, pois o dia estava bem quente...

Para acabar ainda melhor a refeição, a grande surpresa: o Sorvete Fernão Pires do Tejo, da Geladaria Pascoalini.

Acabado o almoço, fomos dar um passeio pelo Tejo!



Pelo Tejo acima

Depois do almoço, o passeio pelo Tejo a bordo de uma embarcação típica do rio (Rota dos Avieiros) feito pela Ollem-Turismo Fluvial soube mesmo bem. A partir da aldeia do Escaroupim, foi possível contemplar a beleza de um Ribatejo desconhecido, o sol a reflectir nas águas calmas, a vegetação única, os salgueiros (ou chorões) a tocar na água os cavalos lusitanos que correm livremente pela ilha dos cavalos, das garças brancas, dos corvos marinhos, das galinholas, dos guarda-rios e das águias pescareis.

Este Turismo Fluvial, pertence a Madalena Mello Viana, que sendo uma apaixonada por esta zona, pretende dar a conhecer a imensa beleza natural do Ribatejo.

O projecto começou de uma maneira muito simples. Apaixonou-se pelo rio. Assim nasceu a Ollem Turismo nome que inverte o apelido de solteira (Mello). Com um profundo fascínio pela água, a natureza e os barcos, conseguiu arranjar forma de aliar os seus maiores prazeres a uma actividade lucrativa ligada ao turismo fluvial.


O gosto pela navegação é tal que tirou a carta que lhe permite manobrar a embarcação que transporta os turistas nos passeios pelo rio, na zona do Ribatejo.

O objectivo principal da Ollem é colocar de novo o mapa do Ribatejo no mapa do Turismo de Portugal. “É nossa intenção que a região do Ribatejo se transforme num novo destino turístico de qualidade.”


Reservas:

E-mail: ollem@iol.pt

Tlm.: 917 204 758

www.ollem-turismo.com/



Fernão Pires: desta casta nascem vinhos finos, frescos e exuberantes

A uva Fernão Pires é a casta mais expressiva da região vitivinícola do Tejo, sendo amplamente utilizada na produção de vinhos brancos, dando origem a vinhos finos, frescos, frutados e exuberantes. No copo apresenta-se jovem, de aroma frutado e floral, tem uma acidez média que permite a distinção dos vinhos pela sua frescura.

Como é uma casta muito versátil, permite a produção de uma grande variedade de estilos de vinho. Tudo depende das características da matéria-prima uva, ainda na vinha e depois de toda uma tecnologia e criatividade ligada à enologia em todo o processo produtivo do vinho em si.

Com a casta Fernão Pires é possível produzir-se vinhos:

  • Leves de baixo teor alcoólico;

  • Brancos citrinos mais ou menos frutados;

  • De mais elevado teor alcoólico com corpo variável;

  • Encorpados e ligeiramente taninosos e com cor acentuada;

  • Colheitas tardias;

  • Licorosos;

  • Espumantes e frisantes.


Fotos: ©CVR Tejo, por Gonçalo Villaverde

Créditos: V.E.


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