• CarlaRibeiro

Há visitas às Galerias Romanas de Lisboa

Conhecer o subterrâneo da baixa pombalina

As Galerias Romanas de Lisboa - datáveis dos inícios do século I d. C. - abrem ao público cerca de duas vezes por ano, por razões de conservação e segurança. Nos próximos dias 27, 28 e 29 de Setembro, entre as 10h e as 19h , o Museu de Lisboa espera mais de 3000 visitantes.



Com o objectivo de alargar as possibilidades de visita e de evitar as longas filas que no passado se formavam, as inscrições são, desde há alguns anos, realizadas através de uma plataforma na Internet, estando a reserva confirmada após o levantamento do bilhete (no prazo de três dias) nos núcleos do Museu de Lisboa: Palácio Pimenta, Teatro Romano ou Santo António. Os bilhetes não levantados são disponibilizados novamente na plataforma.



Nos próximos dias 27, 28 e 29 de setembro, entre as 10h e as 19h , o Museu de Lisboa espera mais de 3000 visitantes, tendo este ano incluído visitas em inglês (todos os dias às 10h15 e 16h30) e em espanhol (27 e 29, às 15h30).  As Galerias Romanas estão também mais acessíveis, com a realização de visitas em Língua Gestual Portuguesa, para públicos surdos ou com deficiência auditiva.

Além das visitas orientadas, o Museu de Lisboa promove outras actividades nas Galerias Romanas, como uma sessão de poesia (28 de Setembro, 19h30)  ou um percurso pedestre por Felicitas Iulia Olisipo, das Galerias Romanas ao Teatro Romano (29 de Setembro, 11h30 e 16h).

Mais informações aqui.



A história por detrás das Galerias Romanas

Descoberta no subsolo da Baixa de Lisboa, em 1771

Esta estrutura romana, descoberta no subsolo da Baixa de Lisboa, em 1771, na sequência do Terramoto de 1755 e posterior reconstrução da cidade, tem sido objecto, ao longo dos tempos, de múltiplas interpretações quanto à sua função original. Teses quase unânimes defendem hoje a possibilidade de estas galerias romanas terem sido um criptopórtico, solução arquitectónica que criava, em zona de declive e pouca estabilidade geológica, uma plataforma horizontal de suporte à construção de edifícios de grande dimensão, normalmente públicos. A descoberta de uma inscrição dedicada a Esculápio, deus da Medicina, atualmente no Museu Nacional de Arqueologia, poderá ser uma confirmação do carácter público destas galerias. Gravada numa das faces de um bloco de calcário e datada do século I a. C., a inscrição romana é feita em nome de dois sacerdotes do culto imperial e do Município de Olisipo, fórmula consagratória que não surge em ambientes privados.



“Conservas de Água da Rua da Prata” No início do século XX, estas galerias ficaram conhecidas como as “Conservas de Água da Rua da Prata” por serem utilizadas pela população como cisterna;  quando se encontram fechadas, têm um nível de água superior a um metro de altura, proveniente de lençóis freáticos que correm por baixo de Lisboa, havendo por isso necessidade de uma operação de bombeamento da água para possibilitar a entrada no seu interior e ainda uma limpeza posterior para que esta se realize em segurança. As visitas às Galerias Romanas são possíveis graças à conjugação de esforços da Câmara Municipal de Lisboa, da EGEAC, do Museu de Lisboa, do Regimento de Sapadores Bombeiros, da Polícia Municipal, do Centro de Arqueologia de Lisboa, da Direcção Municipal de Mobilidade e Transportes, Serviços Eléctricos e Mecânicos e, ainda, da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.

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