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Os consumidores estão mais digitais, exigentes e atentos ao dinheiro

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    begoodmust
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Um novo estudo da McKinsey revela quatro tendências que estão a mudar a forma como compramos, da inteligência artificial à valorização das experiências.


McKinsey

A forma como consumimos está a mudar. Entre a subida do custo de vida e a rápida evolução da tecnologia, os consumidores estão mais atentos ao que compram, procuram mais informação e pensam duas vezes antes de gastar.

O estudo “State of the Consumer 2026”, da McKinsey & Company, identifica quatro grandes tendências: a inteligência artificial está a entrar nas decisões de compra, a saúde ganha importância, as experiências resistem à contenção financeira e a poupança tornou-se um comportamento cada vez mais habitual.


A inteligência artificial já ajuda a escolher o que comprar

A forma de descobrir e comparar produtos está a mudar, sobretudo entre os mais jovens. 28% dos consumidores da Geração Z já utilizam ferramentas de IA generativa nas compras, contra 16% dos baby boomers. Os resumos gerados por IA nos motores de pesquisa são usados regularmente por 60% da Geração Z.

As redes sociais também têm um peso crescente: 23% dos jovens afirmam ter descoberto uma nova marca através destas plataformas.

Ainda assim, há um detalhe importante: os consumidores continuam a confiar mais nas recomendações de familiares, especialistas e vendedores do que nas respostas geradas por IA ou nas redes sociais.


As experiências continuam a valer o dinheiro

Mesmo com os orçamentos mais apertados, viajar, comer fora ou simplesmente criar memórias continuam a ser prioridades. Entre 2023 e 2025, o mercado global das experiências cresceu 2,6%, enquanto os bens não essenciais avançaram apenas 0,8%.

Se tivessem mais 200 dólares para gastar, 27% dos consumidores escolheriam umas férias, enquanto 14% optariam por uma refeição fora.


Comprar menos, mas escolher melhor

A poupança deixou de ser apenas uma resposta à inflação. Reparar, reutilizar e comprar em segunda mão fazem cada vez mais parte dos hábitos de consumo.

82% dos consumidores prolongam a utilização dos produtos antes de os substituir e 69% tentam repará-los. Além disso, 68% procuram reduzir o desperdício e 30% já compram roupa em segunda mão.

O preço continua a ser importante, mas já não é o único critério. Durabilidade, versatilidade, possibilidade de reparação e valor de revenda começam também a pesar na decisão.

No fundo, o consumidor de 2026 parece seguir uma regra simples: gastar melhor, pesquisar mais e escolher aquilo que realmente acrescenta valor.


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