Que impacto tem o fumo passivo na saúde?
- begoodmust
- há 1 minuto
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O fumo passivo não prejudica apenas os pulmões: a exposição involuntária ao fumo do tabaco pode causar inflamações nas gengivas, aumentar o risco de cáries e doença periodontal e ainda agravar problemas respiratórios e cardiovasculares, afetando adultos e crianças mesmo sem nunca terem fumado.

O fumo passivo não afeta apenas quem fuma. A exposição involuntária ao fumo do tabaco pode causar danos significativos, começando na saúde oral e estendendo-se ao sistema respiratório e cardiovascular.
Segundo especialistas, o fumo ambiental contém milhares de substâncias químicas prejudiciais que entram em contacto direto com a boca e as gengivas, mesmo em não fumadores. Por isso, é importante estar atento a sinais precoces e realizar check-ups dentários regulares.
Principais efeitos na saúde oral
Secura bucal persistente: a redução da saliva favorece o crescimento de bactérias, aumentando o risco de cáries e infeções.
Alterações na mucosa oral: pode surgir melanose gengival (pigmentação escura nas gengivas), inclusive em crianças expostas ao fumo.
Maior risco de cáries: especialmente nas crianças, devido ao enfraquecimento do esmalte e das defesas naturais da boca.
Doença periodontal: inflamação e sangramento das gengivas, podendo evoluir para perda de dentes.
Impacto além da boca
O fumo passivo também afeta os pulmões, podendo causar irritação brônquica, tosse crónica e agravamento de doenças como asma e DPOC. A longo prazo, está associado a maior risco de infeções respiratórias e problemas cardiovasculares, como enfarte e AVC.
Conclusão: Mesmo sem fumar, a exposição ao fumo do tabaco representa um risco real para a saúde. Reduzir o contacto com ambientes com fumo é essencial para prevenir complicações a curto e longo prazo.
“Além da inflamação respiratória, o fumo passivo pode induzir uma resposta inflamatória a nível sistémico, o que contribui para um maior risco cardiovascular. Isto significa que o fumo passivo danifica os pulmões ao mesmo tempo que afeta a saúde geral, aumentando a probabilidade de enfartes, AVC e outras complicações em pessoas com doenças crónicas. Por isso, a prevenção e a redução da exposição são fundamentais”, acrescenta Zichen Ji, pneumologista do Hospital Universitário Virgen del Mar.





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