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A nova era da longevidade da pele... Entre a cosmética e a medicina, segundo Sofia Cunha e a Dra. Joana Costa!

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    begoodmust
  • há 2 dias
  • 8 min de leitura

Durante anos, a indústria da beleza concentrou-se sobretudo em corrigir os sinais visíveis do envelhecimento como rugas, perda de firmeza ou falta de luminosidade. Hoje, porém, a ciência está a mudar a forma como entendemos a pele, deslocando o foco da correção para a prevenção e para a compreensão dos mecanismos biológicos que estão na origem dessas transformações. É neste contexto que a Lancôme apresenta uma nova proposta que procura redefinir o futuro do skincare, alinhada com a crescente influência da ciência da longevidade e da biotecnologia.


Sofia Cunha, Skincare Expert da Lancôme e Dra. Joana Costa, médica especialista em Medicina Geral e Familiar e Medicina da Longevidade

A beleza está a evoluir de uma lógica corretiva para uma abordagem mais preventiva, regenerativa e orientada pela ciência da longevidade. Com o avanço de novas tecnologias e de ativos biotecnológicos, surge uma nova geração de cuidados de pele que promete atuar não apenas nos sinais visíveis do envelhecimento, mas também nos seus mecanismos biológicos mais profundos.


É neste contexto que se insere o Absolue Longevity MD, uma linha que combina biotecnologia, dermatologia e beauty tech, propondo uma nova leitura da pele como um sistema vivo, dinâmico e em constante transformação.


Absolue Longevity MD

Para compreender melhor esta mudança de paradigma, falámos com Sofia Cunha, Skincare Expert da Lancôme, e com a Dra. Joana Costa, médica especialista em Medicina Geral e Familiar e Medicina da Longevidade, que lidera a B-Life Clinic, na Marina de Cascais. Ambas ajudam a esclarecer o impacto destas inovações e a forma como estão a redefinir o futuro da longevidade da pele.


Absolue Longevity MD e parte de uma ideia simples, mas poderosa: em vez de apenas reagir aos sinais do tempo, é possível atuar diretamente nos mecanismos biológicos que influenciam a saúde e a vitalidade da pele. Inspirada na ciência da longevidade celular, esta abordagem propõe uma nova forma de olhar para o skincare, em que a pele é entendida como um sistema vivo, dinâmico e profundamente interligado.

Sofia Cunha, Skincare Expert da Lancôme


Sofia Cunha, Skincare Expert da Lancôme

 “A beleza entra numa nova era onde o skincare passa a ser guiado pela ciência da longevidade”

O conceito de “longevidade da pele” está a redefinir o skincare. Como interpreta esta mudança de paradigma na forma como entendemos o envelhecimento cutâneo?

A mudança mais evidente é a passagem de uma abordagem reativa para uma abordagem proativa. Deixámos de olhar apenas para os sinais de envelhecimento à medida que surgem e passámos a definir ativamente o rumo da nossa pele e do seu envelhecimento biológico.

Independentemente dos fatores genéticos, existem inúmeros fatores externos que aceleram o envelhecimento cutâneo e impactam a idade biológica da pele. Ao agir de forma proativa, científica e holística, conseguimos não só mitigar esses efeitos como melhorar a saúde global da pele. O objetivo já não é parecer ter 20 anos para sempre, mas garantir que a pele funciona na sua máxima capacidade, independentemente da idade cronológica.


Estamos a deixar definitivamente para trás uma lógica apenas corretiva?

Não totalmente — a lógica corretiva não desaparece, mas ganha um novo enquadramento. Durante muito tempo, habituámo-nos a corrigir sinais visíveis como manchas, rugas, perda de firmeza ou textura irregular.

Hoje, as gerações mais jovens adotam uma abordagem mais preventiva, integrando ingredientes potentes mais cedo para preservar o chamado “capital jovem” da pele. A correção continua a existir, mas como parte de uma estratégia mais ampla de longevidade.

Uma ruga deixa de ser vista como um inimigo a eliminar e passa a ser interpretada como um sinal de que a biologia da pele precisa de suporte, energia e proteção.


Até que ponto estas inovações atuam de forma estrutural na pele versus uma ação sobretudo cosmética e visível?

Esta é uma questão central na evolução do skincare. A diferença entre um efeito visual temporário e uma alteração biológica real tornou-se o principal campo de inovação.

As abordagens mais avançadas em longevidade cutânea atuam de forma estrutural, indo além da superfície. Enviam sinais que influenciam diretamente o comportamento celular, com especial foco na junção dermo-epidérmica — a zona de comunicação entre a epiderme e a derme.

O resultado é uma pele mais coesa e estruturalmente fortalecida. Podemos dizer que estas inovações são cerca de 70% estruturais e 30% cosméticas: a componente estrutural garante resultados duradouros, enquanto a cosmética assegura benefícios imediatos e perceptíveis.


O lançamento do Absolue Longevity MD introduz uma abordagem baseada na longevidade celular e na regeneração da pele. O que distingue esta linha de outras gamas anti-idade tradicionais?

O Absolue Longevity MD representa o ponto de encontro entre luxo e ciência avançada. Enquanto as gamas anti-idade tradicionais se concentram em “corrigir o passado”, esta linha foca-se em “programar o futuro” da pele.

Trata-se de uma abordagem verdadeiramente proativa, que não se limita a tratar sinais visíveis, mas procura atuar na idade biológica da pele, promovendo a sua regeneração e funcionalidade ao longo do tempo.


O conceito de atuar sobre mecanismos biológicos do envelhecimento representa um verdadeiro salto científico ou uma evolução natural da cosmética?

É simultaneamente uma evolução natural e um salto científico. A cosmética sempre procurou influenciar a biologia da pele, mesmo sem o compreender totalmente.

Hoje, assistimos a uma transição para uma cosmética de precisão, com atuação ao nível da energia celular e com o uso de ativos biotecnológicos comprovados cientificamente. Este avanço representa uma nova era, onde a eficácia deixa de ser apenas percecionada e passa a ser mensurável.


A linha organiza-se em três protocolos — Anticipate, Intercept e Reset — que acompanham diferentes fases do envelhecimento da pele. Este tipo de segmentação por “fases biológicas” faz sentido na prática clínica?

Sim, faz todo o sentido e está alinhado com a dermatologia moderna. Hoje, a avaliação não se baseia apenas na idade cronológica, mas na idade biológica da pele e no impacto do exposoma — o conjunto de fatores externos a que estamos sujeitos.

Esta segmentação reflete o raciocínio clínico, focando-se no estado funcional das células em cada momento e permitindo uma abordagem mais personalizada e eficaz.


A pele envelhece de forma tão linear quanto estes modelos sugerem?

Não. O envelhecimento cutâneo é tudo menos linear — é um processo complexo, heterogéneo e marcado por “pontos de rutura”.

Fatores externos desempenham um papel determinante, criando picos de envelhecimento. Os modelos por fases ajudam a simplificar a abordagem e a adaptar os cuidados às necessidades da pele em cada momento, suavizando essa progressão irregular.


Ferramentas como o Cell BioPrint™, que analisam biomarcadores da pele e estimam a sua idade biológica, introduzem uma nova dimensão de diagnóstico. Que impacto pode ter isto na forma como os consumidores escolhem os seus cuidados?

Representa uma verdadeira revolução. Estamos a passar de um diagnóstico subjetivo, baseado na observação, para um diagnóstico objetivo, baseado em dados celulares.

Com tecnologias como o Cell BioPrint™, o consumidor deixa de escolher produtos com base em perceções ou tendências e passa a tomar decisões informadas pelos seus próprios biomarcadores. Isto aumenta significativamente a confiança e a eficácia dos cuidados escolhidos.


Absolue Longevity MD reflete um novo standard na beleza de luxo, onde ciência e performance se cruzam. Estamos a entrar numa nova era do skincare?

Sem dúvida. Estamos a entrar na era da longevidade aplicada ao skincare.

O Absolue Longevity MD simboliza esta transformação: o luxo deixa de estar associado apenas à raridade ou à estética e passa a ser definido pela performance celular comprovada e pelo acesso a inovação biotecnológica avançada.

É uma nova definição de beleza, mais científica, mais personalizada e orientada para resultados reais e duradouros.


Dra. Joana Costa, médica especialista em Medicina Geral e Familiar e Medicina da Longevidade


Dra. Joana Costa, médica especialista em Medicina Geral e Familiar e Medicina da Longevidade

“A pele segue as mesmas leis do envelhecimento celular e isso muda tudo na forma como a tratamos”

Fala-se cada vez mais da pele como um sistema vivo, dinâmico e interligado. Esta abordagem faz sentido do ponto de vista médico?

Faz todo o sentido, e é precisamente este o paradigma que a ciência da longevidade veio consolidar. A pele é o nosso maior órgão, com capacidade regenerativa, composta por células que comunicam entre si e com o resto do organismo, acumulando dano ao longo do tempo como qualquer outro tecido.

Hoje, a investigação científica tem um mapa bastante claro dos mecanismos biológicos que conduzem o envelhecimento. Estes assentam em marcadores específicos — os chamados hallmarks of aging — que partilham três características fundamentais: estão associados ao envelhecimento, aceleram-no quando amplificados e podem ser modulados através de intervenções terapêuticas. Entre eles encontramos a disfunção mitocondrial, a senescência celular e a inflamação crónica, processos que ocorrem na pele tal como no músculo ou no cérebro.

Falar da pele como um sistema vivo é reconhecer que as células cutâneas seguem as mesmas leis do envelhecimento celular universal. E isso transforma a abordagem clínica, mas também a forma como avaliamos os ingredientes utilizados no cuidado da pele. É neste contexto que ganha relevância a introdução no skincare de moléculas como o Mitopure®, presente no Absolue Longevity MD, originalmente desenvolvido para atuar nos mecanismos profundos da longevidade celular.


Que importância têm processos como a energia celular e a função mitocondrial no envelhecimento da pele?

Gosto de explicar desta forma: cada célula da pele tem a sua própria “central elétrica” — a mitocôndria. É ela que fornece energia para funções essenciais como a regeneração, a produção de colagénio, a reparação dos danos causados pelo sol e a manutenção da barreira cutânea.

Com o tempo, essas “centrais” tornam-se menos eficientes. Acumulam danos e perdem capacidade de resposta. Quando a energia diminui, a célula deixa de conseguir desempenhar as suas funções de forma eficaz.

Este declínio energético é um dos pilares do envelhecimento, amplamente confirmado pela investigação científica. Na pele, traduz-se em perda de luminosidade, menor firmeza, renovação celular mais lenta e maior vulnerabilidade ao stress ambiental.

Existe, no entanto, um mecanismo natural de renovação — a mitofagia — através do qual as células eliminam mitocôndrias danificadas. É precisamente este processo que a urolitina A, presente no Mitopure® do Absolue Longevity MD, ajuda a estimular. E não se trata apenas de uma hipótese teórica: há evidência clínica de que este mecanismo pode ser ativado, com efeitos mensuráveis também ao nível da pele.


Ingredientes biotecnológicos como a urolitina A representam um avanço real na dermatologia cosmética?

Representam, sim — com o rigor e a cautela que a ciência exige, mas também com algum entusiasmo.

A urolitina A não é um ingrediente passageiro. Trata-se de uma molécula que o próprio organismo pode produzir a partir de alimentos como a romã ou as framboesas, e que tem sido estudada há mais de 15 anos, primeiro em contexto de suplementação oral e, mais recentemente, em aplicação tópica.

Os resultados clínicos em pele são bastante consistentes: estudos randomizados e controlados demonstraram redução visível de rugas, melhoria da hidratação e proteção contra danos induzidos pela radiação solar.

Mais do que os efeitos visíveis, destaca-se o mecanismo de ação: a urolitina A atua diretamente nas células, promovendo a renovação das mitocôndrias e reduzindo a degradação do colagénio.

O Mitopure®, a forma altamente purificada desta molécula presente no Absolue Longevity MD, é sustentado por mais de 15 anos de investigação e mais de 25 ensaios clínicos em humanos. A sua entrada no universo do skincare de luxo, com validação dermatológica e apresentação em congressos internacionais, sinaliza uma mudança real: a integração da ciência da longevidade no cuidado diário da pele.


Na sua perspetiva clínica, que importância têm os estudos de eficácia e a validação dermatológica em produtos com este nível de inovação?

São absolutamente inegociáveis. Quanto mais sofisticada é a promessa — neste caso, uma atuação ao nível celular e da longevidade biológica — maior tem de ser o rigor científico que a sustenta.

Um médico precisa de saber que um produto foi testado em humanos, com metodologia robusta, resultados objetivos, grupo de controlo e avaliação de segurança.

No caso do Absolue Longevity MD, há aspetos particularmente relevantes do ponto de vista clínico: a validação por um painel de dermatologistas independentes, a apresentação de dados em fóruns científicos de referência e a base de investigação extensa do ingrediente principal.

Naturalmente, estudos independentes do fabricante são sempre desejáveis para reforçar as conclusões. Ainda assim, o nível de evidência apresentado situa-se acima da média do setor.


Como avalia a promessa de resultados mais profundos, ao nível celular, na prática?

A ciência que sustenta a urolitina A e o seu impacto na renovação celular é sólida e em crescimento. Sabemos que o declínio energético das células é um dos principais motores do envelhecimento visível e sabemos que este processo pode ser modulado.

Na prática, isso traduz-se em melhorias visíveis: menos rugas, mais firmeza, maior luminosidade e uma aparência mais saudável da pele.

No entanto, é importante enquadrar: um produto de skincare, mesmo com ativos altamente estudados, é apenas uma parte de um sistema mais amplo. A longevidade da pele constrói-se também com proteção solar diária, sono de qualidade, alimentação equilibrada e gestão do stress.

Dito isto, quando um produto atua sobre mecanismos biológicos reais — e não apenas sobre a aparência imediata — estamos perante uma nova geração de cuidados. Produtos como o Absolue Longevity MD enquadram-se nesta evolução: não substituem a medicina, mas complementam uma abordagem mais informada, preventiva e integrada da saúde da pele.


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