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À mesa: Novas tendências e o respeito pelo produto

Foto do escritor: begoodmust
begoodmust
há 1 dia
5 min de leitura

Da cozinha plant-based à valorização do peixe e do marisco, a gastronomia acompanha novas tendências e reforça a importância de conhecer a origem dos ingredientes. Entre destinos que apostam numa oferta mais vegetal e chefs que cozinham ao ritmo do mar, a escolha do produto ganha cada vez mais protagonismo.


Do Porto a Aljezur: os 10 melhores destinos em Portugal para comer plant-based

O Porto lidera o ranking da Holidu, seguido de Braga e Lisboa. O estudo destaca a oferta de restaurantes vegetarianos e vegan, a qualidade das avaliações e os preços, com o Norte a conquistar cinco lugares no top 10.



Portugal tem cada vez mais opções para quem prefere uma alimentação de base vegetal. Do Norte ao Algarve, há cidades com restaurantes totalmente vegan, cafés com brunches de origem vegetal e espaços que reinventam receitas tradicionais. Para ajudar a descobrir os melhores destinos, a Holidu, portal de reservas de casas de férias, analisou 19 destinos portugueses e criou um ranking dedicado aos amantes de comida plant-based.

O Porto ocupa o primeiro lugar, com 100 pontos, seguido de Braga, com 97,9, e Lisboa, com 97,4. A classificação tem por base dados da plataforma HappyCow e considera cinco critérios: número de restaurantes vegetarianos e vegan, avaliações dos clientes, peso destes estabelecimentos na oferta local, percentagem de restaurantes exclusivamente vegan e preços. Foram incluídos apenas destinos com pelo menos três restaurantes vegetarianos ou vegan.

O Norte destaca-se com cinco destinos entre os dez primeiros, enquanto o Algarve conta com três e a região de Lisboa com dois. Nenhum destino insular entrou no top 10, com o Funchal a ocupar o 17.º lugar.


Os 10 destinos a descobrir


1. Porto — 100 pontos

A cidade Invicta lidera o ranking, com 34 restaurantes vegetarianos e vegan, 20 dos quais exclusivamente vegan. No Kind Kitchen, a cozinha portuguesa ganha uma versão vegetal, incluindo a francesinha. Para um pequeno-almoço ou brunch, a A Padoca é conhecida pelos seus pastéis de nata vegan. A cidade conta ainda com padarias, serviços de entrega e outros negócios dedicados à alimentação vegetal.


2. Braga — 97,9 pontos

Com 11 restaurantes vegetarianos e vegan, sete dos quais totalmente vegan, Braga destaca-se pela avaliação média e pelos preços competitivos. O Soul – Alimentação Saudável e do Bem, no espaço GNRATION, serve refeições, pão caseiro, bolos e sumos naturais. No centro histórico, o Hibiscus é outra opção para quem procura cozinha de origem vegetal.


3. Lisboa — 97,4 pontos

A capital tem a maior oferta do ranking, com 50 restaurantes vegetarianos e vegan, 29 exclusivamente vegan. No Kong – Food Made With Compassion, os pratos tradicionais portugueses são reinventados sem ingredientes de origem animal. O 26 Vegan Food Project é outra alternativa, com pratos do dia, hambúrgueres e cheesecake vegan. Apesar da variedade, a dimensão da oferta gastronómica de Lisboa faz com que os restaurantes plant-based tenham um peso relativo menor do que no Porto.


4. Portimão — 83,3 pontos

É o destino mais económico do top 10 e apresenta uma avaliação média ajustada de 4,61. A Cozinha de Sonia, um restaurante indiano que passou a ser totalmente vegetariano em 2025, é uma das sugestões. Durante a semana, o Bancha serve pratos vegan de inspiração macrobiótica.


5. Aljezur — 79,9 pontos

Pequena, descontraída e próxima da natureza, Aljezur surpreende pela proporção de espaços dedicados à alimentação vegetal: dois dos seus três restaurantes vegetarianos e vegan são exclusivamente vegan. O Moagem combina café durante o dia com noites de poesia e música ao vivo. No Roots, café e mercearia vegan, há opções como taças de açaí, waffles de batata-doce e brunch durante todo o dia.


6. Lagos — 77,9 pontos

Com quatro restaurantes vegetarianos e vegan, Lagos entra no top 10 e apresenta a melhor avaliação média ajustada entre os destinos analisados: 4,68. O Goldig é o restaurante mais bem avaliado no ranking para esta cidade.


7. Guimarães — 77,8 pontos

Guimarães conta com seis restaurantes vegetarianos e vegan. Para uma refeição sem carne nem peixe, A Mesa – Tasca Vegetariana é a sugestão destacada pela Holidu.


8. Matosinhos — 77,5 pontos

Com nove restaurantes vegetarianos e vegan, Matosinhos apresenta uma oferta relevante para quem procura alternativas de origem vegetal junto ao litoral. O GAO é o espaço destacado no estudo.


9. Sintra — 76,3 pontos

Entre uma visita ao centro histórico e um passeio pela serra, Sintra oferece quatro restaurantes vegetarianos e vegan. O Mela Canela Sintra é o estabelecimento destacado pela classificação.


10. Vila Nova de Gaia — 76 pontos

A fechar o top 10, Gaia conta com três restaurantes vegetarianos e vegan, dois dos quais exclusivamente vegan. O Guará Restaurant & Bakery combina restauração e pastelaria numa proposta de inspiração vegetal.


Outras cidades com opções plant-based

Fora dos dez primeiros lugares, o ranking destaca ainda Albufeira (11.º), Aveiro (12.º), Faro (13.º), Coimbra (14.º), Espinho (15.º), Barcelos (16.º), Funchal (17.º), Ericeira (18.º) e Setúbal (19.º).

Aveiro e Barcelos sobressaem por todos os restaurantes vegetarianos e vegan identificados no estudo serem exclusivamente vegan, embora a oferta em cada cidade seja reduzida. Coimbra também apresenta uma elevada proporção de restaurantes totalmente vegan.


Como escolher o próximo destino?

O ranking da Holidu mostra que não é preciso viajar para uma grande cidade para encontrar opções de alimentação vegetal. O Porto destaca-se pela dimensão e diversidade da oferta, Braga pela avaliação e pelos preços, Lisboa pela quantidade de restaurantes e Aljezur pela proporção de espaços exclusivamente vegan.

Para quem está a planear uma escapadinha, a lista pode servir de ponto de partida para combinar gastronomia, cultura e natureza — sempre com a possibilidade de descobrir novas formas de explorar a cozinha portuguesa.

O estudo completo, com a metodologia e os dados dos 19 destinos, está disponível em Holidu — casas de férias em Portugal.



Cozinhar ao ritmo do mar: conhecer para valorizar

A sazonalidade e a disponibilidade das espécies influenciam a escolha dos ingredientes, a adaptação das cartas e a criatividade na cozinha. Conhecer a origem do peixe e do marisco é essencial para valorizar o produto e fazer escolhas mais conscientes.



Em 2025, os desembarques de sardinha no Continente aumentaram 12,9%, enquanto os de polvo diminuíram 6,6%, face ao ano anterior, segundo dados provisórios da Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM). Variações que ilustram como a disponibilidade das diferentes espécies pode evoluir de forma distinta.

Para Hélio Gonçalves, chef do Orla, conhecer o produto é também uma oportunidade para inovar. “Trabalhar com peixe e marisco exige disponibilidade para adaptar. A criatividade está em encontrar a melhor forma de valorizar cada ingrediente, respeitando as suas características”, afirma.

Esta abordagem passa por uma relação próxima com pescadores e fornecedores, pela atenção à origem e aos métodos de captura e por escolhas que considerem a sustentabilidade dos recursos marinhos.

No Orla, a técnica está ao serviço do ingrediente, respeitando as suas particularidades. Porque cozinhar começa antes da confeção: começa na escolha da matéria-prima e na capacidade de acompanhar o ritmo do mar.


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