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Nutrição e recuperação: O segredo do pós-treino e os mitos da kombucha

  • Foto do escritor: begoodmust
    begoodmust
  • há 11 horas
  • 2 min de leitura

Entre a nutrição no pós-treino e a crescente curiosidade em torno da kombucha, há um ponto comum: a importância de escolhas alimentares informadas. Seja na recuperação muscular ou na seleção de bebidas fermentadas, o essencial é distinguir mitos de verdades e perceber como integrar estas opções de forma equilibrada no dia a dia.


Nutrição e recuperação: O segredo do pós-treino



A recuperação muscular não depende apenas do descanso — a alimentação é uma peça fundamental em todo o processo. Segundo Patrícia Gabriel, Nutricionista Holon, os 3 R’s da recuperação — Reparar, Repor e Reidratar — são essenciais para reduzir a fadiga e otimizar a recuperação após o exercício.



Após o treino, podem ocorrer microlesões musculares, diminuição das reservas de glicogénio e aumento do stress oxidativo, fatores que contribuem para dor e rigidez muscular. Uma alimentação adequada ajuda a acelerar este processo e a melhorar a adaptação ao esforço físico.

No Reparar, a prioridade é a ingestão de proteína de elevada qualidade, essencial para a reconstrução das fibras musculares. Ovos, peixe, carne magra e lacticínios são exemplos importantes.

No Repor, os hidratos de carbono são fundamentais para restaurar a energia gasta, com opções como arroz, massa, batata, pão e fruta, idealmente combinados com proteína para potenciar a recuperação.

No Reidratar, a reposição de líquidos e eletrólitos é essencial, através de água, fruta e, em situações de maior esforço, bebidas isotónicas.

Segundo a nutricionista, alguns alimentos também podem apoiar a recuperação, como frutos vermelhos e vegetais ricos em antioxidantes, bem como peixes gordos ricos em ómega-3, que ajudam a modular a inflamação.

Na prática, sugestões simples incluem iogurte com fruta, banana com proteína ou pão com ovo no pós-treino. Mais do que uma escolha isolada, é a alimentação equilibrada ao longo do dia que faz a diferença na recuperação muscular.


Mitos e verdades sobre a kombucha



Entre promessas de “detox”, emagrecimento rápido e a ideia de um sabor pouco apelativo, a kombucha continua envolta em mitos. Em parceria com a Spraga e a nutricionista Sónia Marcelo (0748N), esclarecem-se algumas das ideias mais comuns sobre esta bebida fermentada.

O organismo já possui sistemas naturais de desintoxicação, como o fígado e os rins, pelo que a kombucha não “limpa” o corpo nem tem efeito curativo. O seu valor está sobretudo em ser uma alternativa às bebidas açucaradas, integrada num estilo de vida equilibrado.

No que toca ao sabor, longe da ideia de ser desagradável, a kombucha apresenta um perfil leve, ácido e refrescante, com opções frutadas como romã, maçã & pêra ou gengibre & limão, tornando-se acessível a diferentes paladares.

As bebidas fermentadas podem conter culturas vivas naturalmente presentes, que podem contribuir para o equilíbrio da microbiota intestinal. Ainda assim, não são exclusivas de quem tem problemas digestivos — podem ser consumidas por qualquer pessoa que procure variar a sua alimentação.

A kombucha não substitui uma alimentação equilibrada nem promove perda de peso por si só, mas pode ajudar a reduzir o consumo de refrigerantes e açúcar no dia a dia. Mais do que uma tendência, é uma alternativa simples e funcional, que pode fazer parte da rotina em diferentes momentos — do trabalho ao pós-treino.

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