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Regresso às aulas com menos telemóveis pode significar menos bullying

  • Foto do escritor: begoodmust
    begoodmust
  • há 15 minutos
  • 2 min de leitura

O regresso às aulas traz novas regras para o uso de telemóveis nas escolas. A partir do próximo ano letivo, as restrições chegam ao 3.º ciclo, alargando as medidas que já mostram resultados positivos na redução de conflitos entre alunos.


criança com mochila, child with backpack

Novas restrições chegam ao 3.º ciclo depois de estudos apontarem para uma redução de até 50% nos casos de bullying e indisciplina.

Segundo o mais recente relatório do Centro de Planeamento e Avaliação de Políticas Públicas, os responsáveis pelas escolas apontam para uma diminuição de 30% a 40% nos casos de bullying, indisciplina e confronto no 1.º ciclo. No 2.º ciclo, a redução chega aos 40% a 50%.

A nova medida pretende promover uma relação mais equilibrada com a tecnologia e melhorar o ambiente escolar.

“É necessário ajudá-las a criar uma relação mais saudável com a tecnologia”, afirma Jorge Álvarez, CEO da SaveFamily, defendendo a importância de combinar as restrições com estratégias de literacia digital.


Relógios inteligentes como alternativa

Com as novas limitações, alguns pais procuram alternativas que permitam manter os filhos contactáveis sem lhes dar acesso permanente às funcionalidades de um smartphone.

Os relógios inteligentes para crianças surgem como uma dessas opções, permitindo chamadas e videochamadas para contactos autorizados, além de funcionalidades como botão SOS.

O chamado modo aula permite bloquear aplicações e conteúdos durante o período escolar, mantendo apenas as funções essenciais de comunicação. Desta forma, os dispositivos procuram conciliar segurança e contacto com os pais, sem retirar o foco das aulas.

A tendência mostra que, para algumas famílias, a tecnologia pode continuar presente no dia a dia das crianças, mas de uma forma mais controlada e adequada ao contexto escolar.


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