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Sono, hormonas e movimento: Cuidar da saúde é urgente

  • Foto do escritor: begoodmust
    begoodmust
  • 2 de mar.
  • 4 min de leitura

O stress e a ansiedade estão a comprometer o sono dos portugueses, ao mesmo tempo que a obesidade continua a exigir uma abordagem mais ampla, onde a nutrição vai além da simples contagem de calorias e o papel das hormonas ganha destaque na gestão do peso. Num contexto em que a saúde assume prioridade crescente, iniciativas como a 3.ª edição do “Mexer Contra o Cancro”, marcada para 9 de maio no Jamor, reforçam a importância da prevenção, da atividade física e de uma visão integrada do bem-estar.




Stress e ansiedade estão a roubar horas de sono aos portugueses



A qualidade e a duração do sono em Portugal estão em declínio. Segundo a segunda edição do Estudo Nacional de Saúde, conduzido pela Marktest para a Medicare, 61,3% dos portugueses dormem entre 5 e 7 horas por noite e 7,9% menos de 5 horas, o que significa que quase 70% não ultrapassa as 7 horas diárias recomendadas.

Além da curta duração, 43% da população relata interrupções frequentes do sono. O problema é mais acentuado entre as mulheres: 49% admitem noites interrompidas e 35,4% referem dificuldade em adormecer (face a 24,1% dos homens).

O estudo aponta o stress e a ansiedade como a principal preocupação de saúde para 23,6% dos portugueses. Mais de metade das mulheres (55%) afirma ter sentido níveis elevados de stress nos últimos seis meses, um fator que poderá estar diretamente ligado aos problemas de descanso e à falta de energia.

Para o médico internista José Almeida Nunes, “continuamos a tratar o sono como um luxo, quando é um pilar fundamental da saúde”, alertando que noites mal dormidas refletem desgaste físico e mental.

Como resposta ao cansaço, 22,1% dos portugueses recorrem regularmente à suplementação, percentagem que sobe para 25,8% entre as mulheres.

Mais informações sobre o estudo estão disponíveis em mdcr.pt/estudo-marktest.



Associação Portuguesa de Sono alerta: Portugueses continuam a dormir pouco e mal



No Dia Mundial do Sono, a 13 de março, a Associação Portuguesa de Sono (APS) adere à campanha global "Sleep Well, Live Better", com o mote nacional "Dormir bem para viver melhor", sublinhando que o sono de qualidade é essencial para uma vida equilibrada.

Mais de 50% dos portugueses dormem menos do que as horas recomendadas (7 a 9 para adultos), consequência do stress, horários desregulados e ruído urbano. Embora tecnologias como smartwatches e smart rings ajudem a monitorizar o sono, não substituem exames médicos, alerta a Drª Daniela Sá Ferreira, presidente da APS.

A especialista reforça a importância de rotinas regulares e higiene do sono, como quartos escuros e silenciosos, temperatura adequada e desligar ecrãs pelo menos uma hora antes de deitar, substituindo por rituais de relaxamento.

Para assinalar a data, a APS organiza atividades educativas e de mobilização nacional, incluindo o concurso de desenho infantil “Boas noites começam com boas rotinas”, eventos presenciais em várias regiões e uma campanha online com vídeos pedagógicos e testemunhos de figuras digitais.



3.ª edição do “Mexer Contra o Cancro” acontece a 9 de maio no Jamor



A Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Sul (LPCC-NRS) organiza, no dia 9 de maio, a 3.ª edição da iniciativa Mexer Contra o Cancro”, no Centro Desportivo Nacional do Jamor, em Oeiras, das 9h00 às 18h00.

O evento promove a prática de exercício físico como forma de incentivar um estilo de vida saudável e angariar fundos para projetos de investigação científica em Oncologia. Destinado a famílias, amigos, empresas e escolas, o programa inclui atividades para todas as idades, como caminhadas, pilates, bodybalance, tiro com arco, futebol ou capoeira.


Os participantes podem adquirir a pulseira solidária em www.ligacontracancro.pt/mcc-pulseira, levantando-a entre 14 de abril e 8 de maio nas instalações da LPCC-NRS ou no próprio dia do evento.

Mais informações e programa em: www.ligacontracancro.pt/mexercontracancro



Obesidade em Portugal: nutrição vai além da dieta



Quase 30% dos adultos portugueses vivem com obesidade. Com a aproximação do Dia Nacional da Obesidade, a Licenciatura em Ciências da Nutrição da Atlântica – Instituto Universitário destaca a necessidade de uma abordagem sistémica à saúde metabólica, considerando fatores além da dieta, como stress, privação de sono e determinantes sociais.

Susana Arranhado, coordenadora da licenciatura, explica que o excesso de peso em 67,6% dos adultos reflete barreiras estruturais, incluindo desigualdades socioeconómicas, dificuldades no acesso a alimentos frescos e hábitos alimentares influenciados por stress e falta de sono, que alteram hormonas como o cortisol e a grelina e favorecem a gordura visceral.

A licenciatura da Atlântica prepara profissionais para atuar em equipas multidisciplinares, intervindo em comunidades vulneráveis e promovendo políticas públicas para combater as causas estruturais da obesidade. O objetivo é uma nutrição baseada em evidência e empatia, garantindo um futuro sustentável para o Sistema Nacional de Saúde e para as próximas gerações.



O papel das hormonas na gestão do peso



O Dia Mundial da Obesidade, assinalado a 4 de março, destaca a complexidade desta doença crónica, que vai além de hábitos alimentares ou sedentarismo. A obesidade resulta da interação de fatores genéticos, ambientais, comportamentais e biológicos, com o sistema hormonal a desempenhar um papel central.

Hormonas como insulina, cortisol, leptina e tiroideias regulam apetite, metabolismo e armazenamento de gordura. Alterações hormonais podem dificultar a perda de peso, tornando estratégias convencionais muitas vezes ineficazes e afetando a saúde física e psicológica.

Segundo a médica Marta Padilha, a obesidade exige diagnóstico clínico e acompanhamento contínuo, já que a dificuldade em emagrecer nem sempre está ligada a falta de disciplina. Abordagens integradas, que considerem alimentação, atividade física e sistema endócrino, são essenciais para intervenções mais eficazes e personalizadas.

No Dia Mundial da Obesidade, a Clínica Drª Marta Padilha sublinha a importância de abandonar estigmas e reconhecer a relevância das hormonas na gestão do peso.


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