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O seu creme ainda está dentro do prazo? O símbolo na embalagem que vale a pena conhecer

Foto do escritor: CarlaRibeiro
CarlaRibeiro
há 6 horas
4 min de leitura

O cheiro e a textura nem sempre contam toda a história. A RINGANA chama a atenção para a validade dos cosméticos e para um pequeno símbolo que ajuda a perceber até quando devem ser utilizados depois de abertos.


RINGANA

Um sérum comprado numa promoção, um creme que ficou a meio e uma máscara de pestanas cuja data de abertura já ninguém recorda. Acumular cosméticos é fácil; acompanhar os seus prazos, nem tanto. E quando surge a dúvida, o cheiro e o aspeto acabam muitas vezes por decidir se continuam na rotina.

Mas há uma informação na embalagem que merece atenção antes da próxima aplicação: o pequeno desenho de um frasco aberto, acompanhado por indicações como «6M» ou «12M». Já reparou nele?


A RINGANA, marca austríaca de cosmética fresca e suplementação vegana, trouxe o tema à conversa para explicar porque aposta em produtos com validade limitada — e porque vale a pena olhar com mais atenção para os que já estão em casa.


O que significa o «12M» na embalagem do creme?

O símbolo do frasco aberto identifica o Período Após Abertura, também conhecido pela sigla inglesa PAO, de Period After Opening. Indica durante quanto tempo o cosmético pode ser utilizado depois de aberto, nas condições de conservação previstas.

A leitura é simples: «6M» corresponde a seis meses e «12M» a doze meses após a primeira abertura. A contagem começa quando se abre o produto, e não quando se compra.

Assim, um creme com a indicação «12M» aberto em outubro de 2026 tem como referência outubro de 2027 para o fim desse período de utilização.

O PAO e a data de validade são informações diferentes. Na União Europeia, os cosméticos com durabilidade mínima superior a 30 meses apresentam, em regra, o período após abertura, salvo quando este conceito não é relevante. Por isso, a ausência de uma data de validade impressa não significa que possam ser utilizados indefinidamente.


Se cheira bem, ainda está bom?

É uma forma habitual de avaliar um cosmético, mas o cheiro e o aspeto não bastam para confirmar que continua em condições de utilização.

Segundo Andreas Wilfinger, fundador e CEO da RINGANA, algumas alterações na estabilidade das fórmulas podem ocorrer sem serem visíveis. A marca lembra que ingredientes como determinados extratos vegetais, vitaminas e antioxidantes podem perder eficácia com o passar do tempo.

A utilização e a conservação também contam. O contacto com os dedos pode introduzir microrganismos no produto, enquanto a humidade, as mudanças de temperatura e a exposição à luz e ao ar podem contribuir para a sua degradação. Estes fatores são igualmente identificados pela autoridade norte-americana FDA na sua informação sobre a durabilidade dos cosméticos.

Uma mudança de cheiro, cor ou consistência merece atenção. A ausência dessas alterações, porém, não substitui a consulta dos prazos e das instruções da embalagem.



Porque é que a RINGANA aposta numa validade limitada?

Fundada na Áustria em 1996, a RINGANA coloca a frescura no centro da sua abordagem à cosmética. Segundo a marca, os produtos são fabricados regularmente em pequenos lotes e a formulação evita sistemas de conservação convencionais.

O objetivo declarado é preservar a eficácia dos ingredientes sensíveis, em vez de prolongar ao máximo a vida do produto. Esta filosofia traduz-se também na comunicação dos prazos de validade nas embalagens e no contacto com os clientes.



“Não vemos a data de validade como uma desvantagem, mas sim como uma promessa de qualidade”, afirma Andreas Wilfinger.

Para quem utiliza estes produtos, a consequência prática é acompanhar os prazos e escolher uma quantidade que consiga integrar na rotina dentro do período indicado.

Um prazo mais curto, por si só, não permite concluir que um cosmético é mais eficaz do que outro. No caso da RINGANA, faz parte da proposta da marca e da forma como desenvolve e apresenta as suas fórmulas.


Cinco hábitos para acompanhar melhor a validade dos cosméticos

Há pequenos gestos que ajudam a evitar que o armário se transforme numa coleção de produtos abertos há tempo demais.

  1. Anotar a data de abertura Uma pequena etiqueta ou uma nota no telemóvel permite saber quando começou a contagem. É especialmente útil nos produtos utilizados com menos frequência.

  2. Consultar os prazos antes de voltar a usar Um creme guardado durante meses merece uma nova leitura da embalagem. Convém verificar a data de validade, quando indicada, o PAO e as instruções do fabricante.

  3. Escolher bem o local de conservação A RINGANA recomenda locais frescos e secos, afastados da luz solar direta. A humidade e as oscilações de temperatura da casa de banho podem tornar esse espaço menos adequado, dependendo das condições e do produto.

  4. Cuidar da higiene na aplicação Mãos, espátulas e aplicadores devem estar limpos. Fechar a embalagem após a utilização também deve fazer parte da rotina.

  5. Prestar atenção às alterações Um odor diferente, uma mudança de cor ou a separação da fórmula são motivos para deixar de utilizar o produto. Nos protetores solares, a RINGANA reforça a importância de respeitar os prazos e as condições de conservação, sem avaliar o estado apenas pela textura.


Antes de abrir mais um creme, talvez valha a pena olhar para os que já estão em uso. Saber quando foram abertos pode ser tão útil como conhecer os ingredientes que contêm.


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