Women’s Golf Day: “Queremos mostrar que o golfe pode fazer parte da vida de qualquer mulher”
- begoodmust
- 27 de mai.
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No próximo dia 28 de maio, o Centro Nacional de Formação de Golfe do Jamor recebe o Women’s Golf Day, um movimento internacional dedicado à promoção do golfe feminino e à criação de experiências mais acessíveis, sociais e ligadas ao bem-estar. “Queremos mostrar que o golfe pode fazer parte da vida de qualquer mulher”, afirma Pedro Nunes Pedro, Presidente da Federação Portuguesa de Golfe, numa conversa com a It Must Be Good sobre o crescimento da modalidade no feminino, inclusão e qualidade de vida.

Pedro Nunes Pedro, Presidente da Federação Portuguesa de Golfe, à conversa sobre o crescimento do golfe feminino em Portugal e o impacto do Women’s Golf Day na promoção de uma modalidade mais inclusiva, acessível e ligada ao bem-estar
Promovido em Portugal pela Federação Portuguesa de Golfe, o evento pretende aproximar mais mulheres da modalidade através de uma experiência acessível, descontraída e ligada ao bem-estar, à saúde e ao convívio. Pensado tanto para jogadoras como para iniciantes, o Women’s Golf Day junta desporto, socialização e lifestyle outdoor, refletindo uma nova forma de viver o golfe: mais inclusiva, moderna e alinhada com estilos de vida ativos e equilibrados.
A propósito desta iniciativa, a It Must Be Good esteve à conversa com Pedro Nunes Pedro, Presidente da Federação Portuguesa de Golfe, sobre o crescimento do golfe feminino em Portugal, os benefícios físicos e mentais associados à modalidade e a importância de criar experiências capazes de tornar o golfe mais próximo, acessível e intergeracional.

Qual é o principal objetivo do Women’s Golf Day em Portugal e que impacto espera que tenha na promoção do golfe feminino?
O Women’s Golf Day representa uma mudança muito interessante na forma como o golfe se está a aproximar das mulheres. Durante muitos anos, a modalidade esteve demasiado associada à performance ou a determinados perfis sociais. Hoje, o que vemos é exatamente o contrário: mulheres que procuram experiências ligadas ao bem-estar, ao equilíbrio, ao tempo de qualidade e ao contacto com a natureza.
O principal objetivo desta iniciativa passa precisamente por criar esse primeiro contacto de forma leve, descontraída e acessível. Queremos mostrar que o golfe pode fazer parte da vida de qualquer mulher, independentemente da idade, experiência ou estilo de vida.
O contexto internacional mostra-nos que esta transformação já está em curso. O Women’s Golf Day está hoje presente em mais de 1.350 localizações e 85 países, afirmando-se como um verdadeiro movimento global de inclusão feminina na modalidade. Ao mesmo tempo, o The R&A Global Golf Participation Report revela que o golfe ultrapassa atualmente os 108 milhões de praticantes em todo o mundo e que o crescimento feminino é uma das grandes prioridades estratégicas do setor.
Mais do que promover um desporto, estamos a promover uma experiência que junta saúde, comunidade e qualidade de vida.

De que forma tem evoluído a participação das mulheres no golfe em Portugal nos últimos anos?
A participação feminina tem vindo a crescer de forma consistente, acompanhando uma tendência internacional muito clara. Existe hoje uma geração de mulheres que olha para o desporto de forma diferente. Já não procuram apenas performance ou competição, mas também atividades que contribuam para o equilíbrio físico e mental.
O golfe encaixa muito bem nessa mudança porque combina movimento, natureza, concentração e socialização de uma forma pouco comum noutras modalidades.
Também sentimos uma transformação importante na perceção do próprio golfe. A modalidade está hoje mais moderna, mais próxima das pessoas e mais alinhada com temas como wellness, longevidade ativa e lifestyle outdoor. Isso ajuda naturalmente a atrair novos públicos femininos.
Ainda existem barreiras que afastam as mulheres da modalidade? Se sim, quais são e como podem ser ultrapassadas?
Sim, ainda existem algumas barreiras, mas curiosamente muitas delas são mais psicológicas do que reais. Durante muito tempo, o golfe foi visto como um desporto distante ou reservado a determinados contextos sociais, e essa perceção ainda existe em algumas pessoas.
Muitas mulheres simplesmente nunca tiveram oportunidade de experimentar a modalidade num ambiente descontraído e acolhedor. E é precisamente aí que iniciativas como o Women’s Golf Day fazem diferença.
Quando existe oportunidade de experimentar sem pressão, a perceção muda rapidamente. As pessoas descobrem um desporto muito mais social, acessível e humano do que imaginavam.
Num momento em que existe uma preocupação crescente com stress, sedentarismo e isolamento social, o golfe começa cada vez mais a ser visto de uma forma diferente: como uma prática equilibrada, sustentável e compatível com diferentes fases da vida.
O evento no Jamor foi pensado também para iniciantes. O que pode uma participante esperar da sua primeira experiência de golfe?
O evento é aberto a todas as mulheres, dos 8 aos 80 anos. Vão encontrar um ambiente leve, social e muito descontraído.
O objetivo não é ensinar regras complexas nem criar pressão competitiva. É proporcionar uma experiência positiva, divertida e acolhedora para quem nunca experimentou.
Vamos ter sessões de iniciação acompanhadas por profissionais, experiências diversas, momentos de convívio, talks ligadas ao bem-estar e uma sunset party final. Queremos que as participantes sintam que podem simplesmente chegar, experimentar e divertir-se.
Essa é precisamente a força do Women’s Golf Day a nível internacional: transformar o primeiro contacto com o golfe numa experiência memorável e acessível.
O golfe é cada vez mais associado ao bem-estar físico e mental. Que benefícios considera mais relevantes para quem pratica a modalidade?
Vivemos numa sociedade muito acelerada, hiperconectada e cada vez mais sedentária. O golfe tem uma característica rara: obriga-nos a desacelerar.
Existe caminhada, concentração, silêncio, natureza e interação humana ao mesmo tempo. Talvez seja precisamente por isso que tantas pessoas associam hoje o golfe ao equilíbrio mental e à redução do stress.
Do ponto de vista físico, os benefícios também são muito relevantes. Uma volta de 18 buracos pode representar entre 8 a 10 quilómetros de caminhada, mais de 10 mil passos e até 1.500 calorias gastas.
Os dados internacionais confirmam esta perceção. Segundo o The R&A Global Golf Barometer, 73,9% das pessoas considera o golfe um excelente exercício ao ar livre e 69,9% associa-o à redução do stress.
O golfe tem hoje um papel muito interessante enquanto prática de longevidade ativa e bem-estar sustentável ao longo da vida.
De que forma eventos como este contribuem para tornar o golfe mais inclusivo e intergeracional?
O Women’s Golf Day já é celebrado em Portugal há quase uma década, contribuindo para aproximar o público feminino da modalidade como forma de promover a sua saúde e convívio.
É um desporto verdadeiramente intergeracional, capaz de juntar pessoas com diferentes idades, experiências e ritmos no mesmo espaço. Isso cria uma dinâmica social muito interessante.
Quando criamos eventos gratuitos, acessíveis e pensados para iniciantes, estamos a chegar às pessoas que provavelmente nunca imaginariam experimentar golfe, mas adoravam fazê-lo.

Como posiciona Portugal no panorama internacional do golfe feminino?
Portugal tem condições muito fortes para crescer no golfe feminino. Temos clima, segurança, qualidade dos campos e uma ligação muito natural entre golfe, turismo, saúde e lifestyle outdoor.
São vários os talentos nacionais e jovens que dão cartas no estrangeiro, como a Sofia Barroso ou a Inês Belchior. Em simultâneo, existe uma consciência crescente da importância de praticar desporto e incentivar os jovens, desde pequenos, a fazê-lo.
Podemos assim afirmar que o golfe feminino está numa fase de expansão global e Portugal tem todas as condições para afirmar-se como um mercado relevante nesse crescimento, não apenas enquanto destino turístico, mas também enquanto país com capacidade para criar uma comunidade feminina cada vez mais forte dentro da modalidade.
Que estratégias estão a ser desenvolvidas para continuar a atrair mais mulheres e jovens para o golfe em Portugal?
Estamos a trabalhar sobretudo na redução de barreiras à entrada e na criação de experiências mais abertas, simples e próximas das pessoas.
A ligação às escolas é uma prioridade estratégica, porque permite dar a conhecer a modalidade desde cedo e mostrar que o golfe pode ter um impacto muito positivo no desenvolvimento dos jovens, ao nível da concentração, disciplina, autocontrolo e socialização.
Foi precisamente com esse objetivo que a Federação Portuguesa de Golfe desenvolveu um trabalho contínuo junto do setor da educação, que culminou recentemente na acreditação oficial como Entidade Formadora pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua. Esta conquista representa um reconhecimento institucional muito relevante para a modalidade e permitirá estruturar a formação de professores, reforçando a presença do golfe nas escolas portuguesas.
Em suma, queremos promover estilos de vida mais ativos, combater o sedentarismo e aproximar mais crianças, jovens, mulheres e homens em fase adulta da prática desportiva regular, e o golfe é o desporto certo para responder a essas necessidades.



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