E se o seu ADN escondesse a vontade de viajar? Há um destino que está a provar que explorar pode mudar tudo
- CarlaRibeiro
- há 1 dia
- 3 min de leitura
Um português foi um dos três escolhidos entre mais de 5.000 candidatos para descobrir Tenerife de uma forma diferente. O resultado? Uma viagem que mostra que o verdadeiro luxo pode estar em viajar mais devagar.
Viajar já não é apenas fazer check-in nos lugares mais famosos ou encher o telemóvel de fotografias. Cada vez mais, a tendência passa por descobrir os destinos com tempo, conhecer quem lá vive, saborear a gastronomia local e deixar uma pegada positiva por onde se passa. E é precisamente essa a filosofia por detrás do novo projeto do Turismo de Tenerife, que acaba de revelar os três "testers" responsáveis por desenhar novas formas de explorar a ilha.

Um português entre os escolhidos
Entre mais de 5.000 candidatos de Portugal e Espanha, apenas três pessoas foram selecionadas para integrar o projeto Gen Explorador, uma iniciativa inovadora do Turismo de Tenerife que aposta no chamado turismo regenerativo.
Entre os vencedores está o português Bruno Miguel da Cunha Henriques, investigador académico em Artes Cénicas, que representa uma forma de viajar cada vez mais valorizada: o slow travel.
Em vez de correr de monumento em monumento, Bruno prefere perder-se pelas ruas históricas, observar a arquitetura, conversar com os habitantes e descobrir os pequenos detalhes que normalmente escapam aos roteiros tradicionais.
Foi precisamente essa forma de viajar que o levou a apaixonar-se por locais como San Cristóbal de La Laguna, La Orotava ou pela experiência de navegar junto às impressionantes falésias de Los Gigantes.
Viajar sem pressa é a nova tendência
Ao longo da experiência, os três exploradores ajudaram a construir itinerários vivos, onde cada percurso pode ser adaptado ao perfil e aos interesses de cada viajante.
Em vez de um programa fechado, Tenerife propõe uma viagem feita de experiências:
Caminhadas pelos trilhos ancestrais da floresta de Anaga;
Observação responsável de cetáceos em liberdade;
Enoturismo em vinhas vulcânicas;
Gastronomia preparada com produtos locais;
Passeios por aldeias históricas;
Observação de estrelas num dos céus mais limpos da Europa;
Desportos como caiaque, windsurf ou parapente.
A ideia é simples: conhecer a ilha sem a consumir, contribuindo ao mesmo tempo para a economia local e para a preservação do património natural.
O "gene do explorador" existe mesmo?
O projeto inspira-se numa curiosa variante genética chamada DRD4-7R, muitas vezes apelidada de "gene do explorador".
Segundo vários estudos científicos, esta variante está associada a pessoas mais curiosas, abertas à novidade e com maior apetência para descobrir novos lugares e experiências. Ainda assim, a mensagem da campanha vai muito além da genética.
O Turismo de Tenerife acredita que todos podem despertar este espírito explorador, independentemente do ADN, bastando viajar com mais tempo, respeito e curiosidade.
Muito mais do que sol e praia
Embora Tenerife continue a ser um dos destinos preferidos dos portugueses pelas temperaturas amenas durante todo o ano, a ilha quer mostrar que oferece muito mais do que praias.
Hoje é possível encontrar experiências ligadas à natureza, gastronomia, cultura, observação de estrelas, enoturismo, bem-estar, turismo ativo e até produção cinematográfica internacional, tudo aliado a uma forte aposta na sustentabilidade e na preservação ambiental. É precisamente essa diversidade que faz com que cada visita possa ser completamente diferente da anterior.

Afinal, viajar pode mesmo deixar uma marca... mas da melhor forma
O projeto Gen Explorador demonstra que as melhores viagens nem sempre são aquelas onde se vê mais, mas sim aquelas onde se vive mais.
E talvez essa seja a maior tendência das próximas férias: trocar a pressa pela descoberta, os roteiros fechados por experiências autênticas e transformar cada viagem numa verdadeira ligação ao destino.







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