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Viagens... Entre o destino e o imprevisto!

Foto do escritor: begoodmust
begoodmust
há 1 dia
2 min de leitura

Entre o desejo de descobrir lugares menos óbvios e a necessidade de lidar com os imprevistos do percurso, a forma como viajamos está a mudar. Os portugueses parecem cada vez menos influenciados pelas redes sociais na escolha dos destinos, enquanto as greves anunciadas na easyJet colocam os direitos dos passageiros e o planeamento das viagens novamente em primeiro plano.


Os portugueses já não deixam o Instagram escolher as férias



As redes sociais continuam a fazer parte da experiência de viagem, mas os portugueses parecem estar cada vez menos dispostos a deixar que estas plataformas decidam o destino das suas férias.

Segundo o mais recente estudo da eDreams, 58% dos portugueses afirmam nunca ter viajado para um destino que não estava nos seus planos por influência das redes sociais. Apenas 38% admitem já o ter feito — uma descida face aos 49% registados em 2024. Portugal surge assim entre os países menos influenciados pelas redes sociais na escolha de destinos.

Ainda assim, quando chegam as férias, partilhar continua a fazer parte do ritual. Mais de metade dos portugueses (54%) diz que provavelmente publicaria conteúdos positivos mesmo depois de uma experiência abaixo das expectativas, a percentagem mais elevada entre os mercados analisados.

E o que aparece no feed? Sobretudo paisagens, partilhadas por 88% dos inquiridos, seguidas de experiências e atividades (66%), gastronomia (59%) e fotografias pessoais (50%).

Na procura de inspiração para a próxima viagem, os portugueses parecem também privilegiar experiências menos óbvias. As chamadas hidden gems, locais pouco conhecidos e associados a uma ideia de autenticidade, são a principal fonte de interesse (42%). Conteúdos virais e destinos excessivamente espetaculares ficam bastante mais abaixo, com apenas 7%.

O resultado é uma relação mais seletiva com as redes sociais: continuam presentes, mas a procura por experiências reais e menos formatadas parece ganhar espaço na forma como os portugueses pensam as próximas férias.



Greve na easyJet: o que muda para quem tem viagem marcada



Os tripulantes de cabine da easyJet aprovaram duas greves em Portugal: de 2 a 6 de outubro e de 19 a 23 de dezembro, esta última a coincidir com a semana que antecede o Natal.

A paralisação de outubro poderá afetar cerca de 500 voos com origem em Faro, Lisboa e Porto. Para dezembro, a companhia prevê um impacto potencialmente superior, embora ainda sem estimativa definida.

Perante possíveis cancelamentos ou atrasos, a AirHelp reuniu os principais direitos dos passageiros. Em determinadas circunstâncias, uma greve de trabalhadores da própria companhia pode dar direito a compensação até 600 euros, além da assistência prevista.

Em caso de cancelamento, o passageiro pode optar pelo reembolso do bilhete ou por transporte alternativo até ao destino. Durante a espera, a companhia deverá assegurar alimentação e bebidas e, quando necessário, alojamento e transporte.

É igualmente importante guardar cartões de embarque, reservas, comunicações da companhia e comprovativos de despesas, que poderão ser necessários numa eventual reclamação.

Pedro Miguel Madaleno, advogado especialista em direitos dos passageiros aéreos e representante da AirHelp em Portugal, está disponível para esclarecer os direitos dos viajantes e dar recomendações sobre como agir perante atrasos ou cancelamentos.



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